Foto: Assessoria 01748527 abc7 48b7 9657 1819be268bca Sede da Fecomércio, no bairro do Farol

 

 

Os consumidores maceioenses estão optando em fazer as compras à vista com o intuito de evitar se endividar. Com isso, pelo terceiro mês consecutivo o total de endividados diminuiu em tamanho na capital. Conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) realizada pelo Instituto Fecomércio, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 62,4% da população economicamente ativa pertence ao grupo de endividados e 37,6% da PEA de Maceió não possui nenhum tipo de dívida financeira.

Os 62,4% endividados representam 186 mil maceioenses. Entre os meses de maio e junho, a variação negativa (saída líquida de consumidores desta situação) foi de 1,54%. Dentre os 62,4% endividados, 29,3% estão pagando suas contas com atraso, o que equivale a 87 mil consumidores.

Para o assessor econômico da Fecomércio, Felippe Rocha, mais importante do que saber o nível de endividados, é analisar a situação dos inadimplentes. “Dentre o total dos que possuem dívidas, já citado, 17,8% estão em situação de inadimplência, ou seja, 53 mil indivíduos. Estes também variaram negativamente, em valor bastante significativo, 6,53%”, explicou.

O cartão de crédito funciona como facilitador para o endividamento. De acordo com a pesquisa, somente em junho foi responsável por 84,5% das transações financeiras que tornaram os consumidores endividados, aumento de 4,6% entre maio e junho. Outros menos expressivos, mas que também endividam os consumidores são: carnê de loja, 8% (queda de 0,2% entre maio e junho) e o financiamento de casa surgem numa boa crescente, 7,4% (crescimento de 0,4% em relação ao mês anterior).

Daqueles que estão com dificuldade de pagamento (29,3%), quase a metade deles (46,9%) informou que algum outro membro que mora em sua residência passa pela mesma situação. “Contudo, para 52,9% outros membros familiares estão cumprindo rigorosamente com o pagamento de suas contas”, afirmou o economista.

Já para os inadimplentes, sua condição de pagamento integral é muito baixa, ainda que tenha se elevado quando comparado em termos do mês imediatamente anterior. Apenas 6,1% dos inadimplentes informaram que em julho não estarão mais nessa situação (aumento da capacidade de pagamento de 1,1% em relação a maio); 22,8% pagarão parcialmente, mas permanecerão inadimplentes e 60,9% continuarão na mesma situação.

O tempo de pagamento das contas em atraso permanece subindo. Em maio, foi de 75 dias, na média em junho, o valor subiu mais três dias, para 78 dias em média. O dado demonstra que os consumidores estão evitando dívidas. “A redução do endividamento, dos atrasados e dos inadimplentes foi alta, mas aqueles que ainda estão com dívidas estão tendo certa dificuldade de pagamento”, observou Felippe.

O tempo de comprometimento com as dívidas, que se refere a todos os endividados, subiu mais um mês em média. “Se os consumidores passavam 5,1 meses para pagar uma dívida, agora passam 6,1 meses. Já a parcela da renda comprometida com dívida também aumentou. Se em maio os consumidores comprometiam, na média, 21% da sua renda, em junho, estão comprometendo 24%”, analisou o assessor econômico da Fecomércio.

A pesquisa foi realizada nos últimos dez dias de maio na capital alagoana. Foram entrevistados 500 consumidores em diversos pontos de comércio de Maceió. A pesquisa completa está disponível no endereço www.fecomercio-al.com.br.