Internet/Arquivo 7c898d13 4fc2 475e 9ffe 385c3a0fb324 Renan Calheiros e Henrique Meirelles

O senador Renan Calheiros (MDB) trabalha para que o governo de Michel Temer (MDB) não lance um candidato à presidência da República. Segundo informações de bastidores, o Palácio do Planalto já conta com o voto da maioria dos caciques para lançar o ex-ministro Henrique Meirelles como candidato. 

Meirelles já busca, inclusive, um diálogo com o ex-presidenciável Flávio Rocha (PRB), que desistiu do pleito. 

A articulação visa construir uma chapa de “centro”, que possa defender o governo de Temer diante dos ataques que deve sofrer no guia eleitoral. Levando em consideração as mais recentes pesquisas, Meirelles não tem sequer dois dígitos nas intenções de votos. 

Mas, Temer - que tem um governo com muitos pontos que merecem ser criticados de fato, inclusive as acusações de envolvimento em esquemas de corrupção - faz as suas apostas. 

Agora, entre os caciques emedebistas que não estão com Meirelles, está o senador Renan Calheiros. O alagoano ainda defende a narrativa da candidatura do condenado e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT). 

Calheiros visitou Lula na sede da Superintendência da Polícia Federal no dia de ontem, 17. Ao sair, conforme publicado no Estado de São Paulo, criticou a candidatura de Meirelles. Disse que ele não é originários o MDB. Para Renan - que tinha acabado de visitar um condenado por corrupção - subir no palanque do candidato governista seria uma “condenação”. 

Renan Calheiros adotou de vez a narrativa da esquerda e classificou Meirelles como o candidato do sistema financeiro, em função de ser “originário da JBS”. O detalhe é que o diretor da J&F, Ricardo Saud, ao falar de propinas pagas ao MDB também cita Renan Calheiros. Se verdade ou não, aí é com as investigações. 

Para muitos políticos, na hora das falas, se passa um “pente fino” nas delações e indícios de investigações envolvendo empresas. Nesse “pente fino”, só passa a ser considerado verdade o que for conveniente a quem se utiliza da fala. No caso de Calheiros, por exemplo, tudo o que pesa contra Lula é tido como mentiras. 

Calheiros é mais um que insiste em ver em Lula a imagem do perseguido, do preso político etc. O senador emedebista não esconde que espera que seu partido decida contra a candidatura de Meirelles. “O MDB não pode dar a legenda para ele, ele tem 1% (das intenções de voto), isso vai dificultar o desempenho do partido em todos os Estados”, salientou. 

Ele ainda vai além: “O sonho do consumo do MDB é ter um candidato competitivo que agregue nos Estados, que some onde chegar”. Ou seja: Lula!  

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