Crédito: Márcio Ferreira/Agência Alagoas Cebaf860 8a0a 4425 9b24 50723f05d5c1 Vale do Reginaldo

Bilhetes recuperados na rede de esgoto de um presídio em Alagoas revelaram como a facção criminosa denominada de Primeiro Comando da Capital – PCC vinha agindo para ampliar o número de integrantes e coordenar ações criminosas em outros 14 estados, incluindo Alagoas.

O material foi analisado pelo Ministério Público de São Paulo, que segundo uma reportagem do OGlobo, denunciou 75 membros da facção, que domina os presídios paulistas.

Conforme mostrado pelo OGlobo, em Alagoas os líderes do PCC queriam enfraquecer a atuação da facção Comando Vermelho - CV nas grotas e comunidades, e passou a ordenador que seus membros se infiltrasse nesses locais para tomar o comando do tráfico.

Outra mensagem informa sobre a separação de integrantes do CV e do PCC em presídios de Alagoas e orientação para que os comparsas no estado passassem a se infiltrar de forma dissimulada nas favelas e comunidades onde o CV tinha o domínio do tráfico de drogas, misturando-se aos cidadãos comuns, a quem se referem como "zé povinho".

A estratégia foi suspender a cobrança de mensalidades de todos os traficantes que se aliem ao PCC no estado, para tornar a troca de facção vantajosa. Numa mensagem, dizem que CV cobra um percentual de 30% das vendas das drogas em Alagoas.
 

Depois da denúncia, o Ministério Público de São Paulo enviou aos estados todas as informações conseguidas através das cartas, além do conjunto de investigação que apontam maiores detalhes sobre a atuação da organização criminosa.