Foto: Assessoria D4e558c8 b315 4512 a030 df564db81464 Servidores públicos optaram por greve

Após a Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (11), no Clube Fênix, em Jaraguá, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Município de Maceió decretou greve por tempo indeterminado. Os servidores cobram o reajuste salarial mesmo com a Prefeitura de Maceió afirmando que não tem como conceder o reajuste.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos, Sidney Lopes, a greve começará em até 72h como manda a lei. “O prefeito Rui Palmeira não quer respeitar nem a constituição nem a legislação municipal, que garante a nossa data-base em janeiro. Quem mais perde com isso são os cerca de 20 mil servidores públicos de Maceió, que acumulam perdas salariais desde 2015 e não tem reposição dos seus salários há 1 ano e seis meses”.

Ainda segundo o presidente, outra assembleia está marcada para a próxima terça-feira (17). “Mas, a categoria decidiu definiu pela greve geral e assim vamos seguir até termos o reajuste”.

Legislação

A atualização dos salários dos servidores públicos está garantida na Constituição Federal inciso X do art. 37, na Lei 10.331/2001, e nas Leis Municipais de Nº 5.898/2010 e Nº 5.241/2002 ― assegurando aos servidores o reajuste salarial anual conforme data-base em janeiro e aplicando-se o percentual baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), índice que mede a inflação.

Campanha Salarial 2018

A Prefeitura de Maceió apresentou proposta final de reposição salarial dos servidores públicos municipais na terça-feira (12), por meio do secretário Municipal de Economia, Fellipe Mamede, durante reunião na Secretaria Municipal de Economia (Semec). O percentual apresentado de 3%, sendo o pagamento de 2% em junho e 1% em novembro, sem retroativos foi rejeitado pela categoria, pois não atendeu a data-base em janeiro, nem o percentual do IPCA.