TV Gazeta/AL 55f0fa0e 79ec 4c11 b595 124118b92156 Por conta da chuva obra está paralisada há cerca de um mês. O mato vem crescendo atraindo animais para o pasto

 Não faz sentido algum, alguém querer atribuir algo relacionado à obra do Fortim de Areia, que está sendo erguida na Ilha do Guedes, aqui em nosso município, para a administração municipal. Pois se trata de um projeto do governo federal via Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em parceria com o governo do Estado”, disse o prefeito portocalvense David Pedrosa (MDB). “É que matéria exibida nesta sexta-feira, na TV Gazeta/AL, destaca que a obra está abandonada, sobretudo sem segurança; o que deixou transparecer que a Prefeitura tem uma parcela de culpa” comentou, o prefeito.   

O assunto ganhou repercussão na mídia depois que o Ministério Público Estadual entrou na jogada, após ter recebido alguns vídeos mostrando a situação do local da obra. Razão que levou o promotor Adriano Jorge Correia a acionar a Prefeitura e o Iphan para que na próxima semana esses órgãos apresentem seus argumentos.   

Na verdade a obra não está abandonada; conforme disse na matéria da TV Gazeta/AL, o Iphan, dando conta de que há cerca de um mês os serviços foram suspensos devido as constantes chuvas que vêm caindo ao longo desses dias. Também na matéria, o próprio órgão federal revela que somente a partir da conclusão de toda obra (que já levou seis meses) é que entra a parte da Prefeitura, quando então o órgão municipal passa a gerenciar o funcionamento do Fortim de Areia, como ponto turístico da região.  

Histórico  

O Fortim de Areia de terra holandês, descoberto há cinco anos, é do século XVII. Ele está sendo restaurado em Porto Calvo. Sua  construção tem 40 metros de largura e 40 de comprimento e segundo os arqueólogos era usada para defender uma região de um ataque inimigo. O monumento tem um fosso duplo que era um obstáculo pra dificultar a locomoção do invasor. Segundo o arqueólogo Marcos Albuquerque, foram pouco mais de três meses de escavação.

 

Objetivo

A ideia do governo alagoano é desenvolver o turismo de cunho histórico e arqueológico em Porto Calvo, um dos primeiros núcleos de povoamento de Alagoas, beneficiando-se do fluxo de visitantes que se direciona a municípios já consolidados turisticamente como Maragogi, Japaratinga e São Miguel dos Milagres.