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Estão abertas, até a próxima sexta-feira (22), as inscrições para seleção de profissionais que desejam atuar no Programa Escola da Terra. A contratação temporária é em caráter emergencial e imediata.

As vagas são para os cargos de professor pesquisador (6), formador (1) e supervisor (1), podendo concorrer aos dois primeiros os candidatos que possuem formação em Pedagogia e/ou licenciaturas afins, e mestrado ou doutorado em Educação e/ou áreas afins. Já para a vaga de supervisor, o requisito mínimo necessário é especialização lato sensu ou mestrado em Educação ou áreas afins.

Para se inscrever, basta preencher o formulário do Anexo 1 do edital e entregar junto com o currículo, os documentos pessoais e comprobatórios, além de uma declaração indicando que o candidato não recebe nenhum outro tipo de bolsa.

As inscrições podem ser feitas pessoalmente ou por representante com procuração na secretaria do Centro de Educação da Ufal (Cedu), Campus A.C. Simões, das 9h às 16h. De acordo com o edital disponível aqui, as bolsas variam de R$1,1 mil a R$1,3 mil e a seleção será baseada na análise de currículo. Os profissionais serão contratados para o período de julho a dezembro de 2018 e o resultado da seleção vai ser divulgado até o dia 28 de junho.

Sobre o programa

O programa Escola da Terra, do Ministério da Educação visa promover a formação continuada de professores para que atendam às necessidades específicas de funcionamento das escolas do campo e daquelas localizadas em comunidades quilombolas. A ação oferece recursos como livros do PNLD Campo e Kit pedagógico que atendam às especificidades formativas, além de dar apoio técnico e financeiro aos estados e municípios para a ampliação e a qualificação da oferta de educação básica a essas populações.

 

Na Ufal, o edital de seleção para profissionais atuarem no Escola da Terra é viabilizado por meio do Comitê Gestor Institucional de Formação Inicial e Continuada dos Profissionais da Educação Básica (Comfor) e da Pró-reitoria de Extensão (Proex). 

Agroecologia e Reforma Agrária

A proposta do curso de Bacharelado em Agroecologia na Ufal, realizado através do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), foi acompanhado desde início pela reitora Valéria Correia. Ela assinou, com o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), César Lira, o Termo de Execução Descentralizada, em novembro de 2017. Serão oferecidas 50 vagas, em uma única turma, com uma carga horária de 4.140 horas.

O coordenador do projeto na Ufal, Rafael Navas, professor do Centro de Ciências Agrárias (Ceca), detalhou como vai funcionar o curso para os conselheiros da Universidade, na sessão do Consuni, em 4 de junho deste ano. “Esta é a primeira graduação em Agroecologia oferecida em Alagoas para os assentados da Reforma Agrária. É um curso com um público específico e por isso haverá um vestibular para esse perfil de estudantes que queremos trazer para a universidade. O colegiado do curso terá a participação do representante do Incra e de dois integrantes dos movimentos sociais, porque esse curso dialoga com os movimentos”, explicou o professor.

A reitora Valéria Correia destacou o compromisso da gestão com projetos que aproximem a Universidade da sociedade. “É com muita satisfação que estamos firmando essa parceria, que possibilita uma democratização do acesso à Universidade para as famílias de assentados. Para quem defende a proposta de uma Universidade socialmente referenciada, esse projeto é de uma grande importância e tem uma missão belíssima”, declarou a reitora.

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