Pollyana Lima / CM 8ad9896d 3c8b 41df 8c9d f629ad4ccc2e

Em apoio à greve dos caminhoneiros, manifestantes continuam bloqueando a entrada do Porto de Maceió apesar da determinação judicial publicada durante a manhã desta sexta-feira (25).

O grupo é formado por representantes de diversas categorias, como trabalhadores e representantes dos motoristas de aplicativos, motoristas de vans escolares, mototaxistas e caminhoneiros.

Questionado sobre a decisão da justiça em proibir qualquer tipo de interdição da entrada e saída do Porto, em entrevista ao CadaMinuto na tarde de ontem (26), Anselmo Romão, 32, motorista de aplicativo, disse que não há previsão para o término do protesto e que não recebeu nenhuma notificação oficial por parte da justiça.

Nesta quinta-feira (24), o juiz Luciano Andrade de Souza, da 7ª Vara Cível da Capital, proibiu qualquer tipo de interdição da entrada e saída do Porto de Maceió, situado no bairro de Jaraguá. O magistrado também informou que, caso o Porto esteja ocupado, o oficial de Justiça deverá cumprir ordem de despejo.

Na petição, o Porto de Maceió fundamentou que o local costuma ser invadido por movimentos sociais e sindicais, ocasionando diversos prejuízos a toda a sociedade. Segundo a administração, a obstrução do acesso ao órgão implica na paralisação do abastecimento de combustíveis, bem como na impossibilidade das empresas desenvolverem suas atividades.

“Tais fatos são suficientes para demonstrar também o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo, eis que o autor corre o risco de ver seu bem deteriorado, bem como a paralisação das atividades portuária, o que acarretará em prejuízos irreparáveis”, diz a decisão. O juiz determinou que os réus não obstruam a via de acesso principal, bem como se abstenham de praticar qualquer ato de turbação ou esbulho (perturbação ou impedimento do direito de posse do local).

A liminar determinou que as autoridades policiais tomem todas as precauções necessárias a fim de evitar qualquer tipo de violência no cumprimento da ordem.