6d584eb3 abfb 4400 90ca aa68341ffd0c

Parece o roteiro de filme sobre alguma organização criminosa brasileira. Tem político e seus parentes, repasse de dinheiro de um banco público, o envolvimento de um dos chefões do banco, seus filhos e um fornecedor. Pra dar uma pitada novelesca falta o romance, o mocinho, enfim. No entanto, parece bem mais real e se desenrola em Alagoas.

A investigação é interna e foi feita pela Caixa Econômica. O atual ministro da Saúde, Gilberto Occhi, teria liberado, quando superintendente nacional de Gestão da Caixa Econômica no Nordeste, recursos que foram usados na compra de casa lotérica vendida por seu filho e seu enteado em Alagoas. O negócio foi realizado através de triangulação com um fornecedor.

Esse fornecedor prestava serviços a Prefeitura. No final da história, a Caixa repassou recursos ao município referentes à primeira parcela da venda da folha de pagamentos dos servidores de Atalaia para o banco.

O município paga a fornecedora, que desconta o cheque e deposita R$ 200 mil na conta de uma das lotéricas. Como o filho e o enteado do atual ministro eram donos de três lotéricas, uma delas, a de Atalaia, passou em 23 de janeiro de 2013 para as mãos dos filhos do prefeito do município, Chico Vigário: Francine Vieira de Albuquerque Gonçalves e para o outro filho, por acaso o ex-secretário de Finanças, que assinou o cheque.

Mais detalhes sobre esse caso levantado pela Folha de São Paulo, leia aqui, inclusive com explicações de Gilberto Occhi.