Ilustração 40fb0329 d908 4754 bf5e 0233f3a2481b Cidade de Arapiraca

Nas últimas semanas, o crescimento da violência em Arapiraca e na região agreste tem incomodado moradores e também comerciantes, que são vítimas diárias de assaltos e furtos. As dez viaturas da Força Tarefa, antes vistas a todo momento circulando pela cidade, desapareceram. Informações extraoficiais dão conta que apenas três viaturas estão cobrindo o município, que atualmente possui 232 mil habitantes.

Após as 18 horas as ruas vão ficando cada vez mais vazias, numa espécie de toque de recolher, onde as pessoas se refugiam para dentro de suas casas protegidas por muros altos, cadeados e cercas elétricas.

Nívea Araújo, de 23 anos, teve que mudar sua rotina nos últimos dias. "Eu sempre voltava a pé da faculdade, pois sempre cruzava com as viaturas amarelinhas. Hoje, sem elas, várias colegas foram assaltadas no mesmo trajeto e tive que pedir para o meu pai me buscar todos os dias", lamentou a jovem universitária.

A maior parte dos crimes está relacionada diretamente com o tráfico de drogas e a disputa entre gangues rivais. Para o secretário de Segurança Pública, coronel Lima Junior, a ausência das equipes policiais nas ruas, principalmente a Força Tarefa, tem influenciado nesse disparo no número de mortes e roubos.

Assim como em todo estado, as equipes policiais estão em “Operação Padrão” enquanto a categoria não entra em um acordo com o Governo do Estado.

O aumento da criminalidade também acaba sendo influenciado por fatores que contribuíram para o desenvolvimento de Arapiraca, como a sua localização em uma região estratégica, sendo a segunda maior cidade do Estado e a sua relevância econômica. Nos primeiro três meses de 2018, os índices apontavam para uma redução do número de homicídios, comparado com o mesmo período do ano passado.

Em janeiro deste ano, foram registradas 11 mortes na cidade, no mês seguinte esse dado caiu para 6 e em março voltou a crescer com 17 homicídios. No mês de abril foram contabilizadas 21 mortes.

Conforme dados da SSP, cerca de 80% dos homicídios tem relação direta com o tráfico de drogas, cujas vítimas são jovens entre 18 e 29 anos mortas por arma de fogo. Segundo a estatística, 58,8% dos crimes ocorrem nas residências das vítimas ou nas proximidades, enquanto 38,2% são registrados em via pública.

"A Segurança Pública tem feito diversas operações integradas na região, que tem sido muito importante para o combate à criminalidade. Existe a questão do tráfico de drogas na região e a disputa entre grupos rivais, mas a Polícia Militar e a Polícia Civil têm atuado para estabilizar a situação", coloco o secretário.