Diante das opinião do jornalista Célio Gomes, que em seu blog emitiu opiniões as quais ultrapassam os fatos sobre a ocorrência policial, precisaremos retomar o episódio com o intuito de afastar definitivamente informações equivocadas. Na tarde do dia 10 de maio de 2018, a guarnição da Força Tática do BPE estava no encalço de indivíduos infratores, cujas informações do serviço de inteligência da Unidade davam conta de porte ilegal de um arma de fogo de calibre de uso restrito, o fuzil Mosquefal 7,62mm, na Vila Emater, no bairro de Jacarecica.

Para os órgãos de Segurança Pública, essa região pertence à mancha criminal vermelha, ou seja, área de risco, inclusive para os cidadãos residentes os quais estão vulneráveis às ações de facções criminosas que ali se instalaram. Prova disso, foi a ocorrência que lá se deu ao ser encontrado o armamento escondido entre os objetos no interior de uma residência. Na situação estavam um rapaz de 26 anos na porta e uma jovem de 17 anos dentro da casa. O procedimento legal da Polícia Militar para esses casos de flagrância é conduzir os suspeitos à Delegacia para que a polícia investigativa possa proceder adequadamente o que prescreve a legislação brasileira.

Eu, Tenente-Coronel Rocha Lima, estava à frente da ocorrência e se encontrava na Central de Flagrantes, no bairro do Farol, quando o delegado plantonista agiu dentro da legalidade ao proceder a peça informativa, em específico, à lavratura do infracional em desfavor da adolescente, e, posterior liberação dos dois indivíduos. A partir desse fato, sem razão, começaram a circular mensagens escritas com conteúdo de cunho racista contra o membro da Polícia Civil que tinha atuado no caso em questão. Esse conteúdo transmitido pelo aplicativo WhatsApp fora atribuído a mim.

Ao tomar conhecimento do ocorrido, dirigi-me à Secretaria de Segurança Pública do Estado, informei ao Coronel Marcos Sampaio, Comandante Geral da Polícia Militar de Alagoas e ao Delegado Manoel Acácio Júnior, Secretário Adjunto, a fim de deixar claro o equívoco de imputar a minha pessoa o conteúdo das mensagens, deixando inclusive meu aparelho móvel à disposição de quaisquer investigações. Mais do que ninguém, exijo providências e que esse fato não comprometa a parceria existente entre as polícias Militar e Civil.

            Sob o título “Tenente-Coronel acusado de ofensa racista é ligado a poderosos da política”, publicado no 15 de maio de 2018” no blog do Célio Gomes o texto opinativo confunde, levanta acusações e tira conclusões temerárias ao associar assuntos diferentes e distantes: o “episódio de suspeita de crime de racismo” com o “prestígio” junto à classe política de Alagoas. O jornalista conduz o leitor para ilações sobre este Oficial superior como: “não tem muita paciência com detalhes legalistas” e mais grave ainda, que o delegado em questão estaria “sendo alvo dessa mentalidade que sonha em praticar ‘justiça’ por contra própria. Mentalidade doentia e criminosa”.

            Não apenas a este profissional da imprensa como a todos os cidadãos alagoanos gostaria de salientar que acredito nas instituições jurídicas não cabendo a mim proceder de forma ilícita quando os infringentes da lei estão sob a tutela das guarnições da Polícia Militar e nem oriento minha tropa para práticas indevidas. Além disso, em minha trajetória profissional e pessoal não constam qualquer prática preconceituosa, à vista do respeito que trato meus amigos e a comunidade de modo geral.