Foto: Vanessa Alencar/CM 7be445b3 d0a3 4ee1 9720 1ce44ee2c655 Kelmann Vieira

O tempo passa e o PSDB já vai à terceira opção na busca por um candidato ao governo do Estado. A primeira se foi com a desistência do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), que preferiu, de forma legítima, seguir no mandato.

A segunda foi o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB), que agora é candidato ao Senado Federal.

O terceiro é o vereador e presidente da Câmara Municipal de Maceió, Kelmann Vieira (PSDB), que – conforme informações de bastidores – “vai pensar para decidir”.

O PSDB, para 2018, faz uma paródia invertida da canção folclórica Terezinha de Jesus. Afinal, quem cai é o partido que busca quem lhe dê a mão. O sonolento partido tenta improvisar uma canção de Ninar que o acorde...

E segue assim:

“O PSDB de Alagoas

Da desistência do prefeito foi ao chão

Não acudiu Rodrigo Cunha

Que preferiu ter o Senado à mão

 

O primeiro foi prefeito

O segundo deputado, então

O terceiro é o vereador

Será que disputará a eleição?”

 

Kelmann Vieira sabe que é uma missão árdua. Como não será candidato a nada neste ano, pode assumir o posto sem tantos ônus. Já que ele vem como um “tampão” na tentativa de reagrupar um bloco que, a cada erro dos tucanos, se dissolve e vai cada um para o seu lado, poderia ser uma solução.

O PP do senador Benedito de Lira e do deputado federal Arthur Lira, por exemplo, já faz contas de forma solitária e dialoga com o PROS do deputado estadual Bruno Toledo sobre outros caminhos, outras possibilidades.

Vieira teria algo a ganhar se dissesse sim? Claro! Toda missão tem um preço. Como terceira opção sabe que já entra no processo eleitoral desgastado, ainda mais diante do favoritismo consolidado de Renan Filho (MDB). Assim, se unir em torno de si um grupo, Kelmann Vieira pode arrancar compromissos em médio prazo, como a disputa pela Prefeitura de Maceió em 2020.

É o que provavelmente foi oferecido – como efeito colateral – ao deputado estadual Rodrigo Cunha também.

O vereador pode ainda ampliar espaços dentro da administração municipal de Rui Palmeira, sem correr risco em relação ao mandato que ocupa hoje, já que segue sendo vereador por mais dois anos.

A opção Vieira pode ser interessante para Vieira. Semelhante ao ano de 2014, quando a opção “Júlio Cezar candidato ao governo pelo PSDB” se transformou na realidade “Júlio Cezar prefeito de Palmeira dos Índios anos depois”.

Não comparo as situações, mas digo sem medo de errar: o atual prefeito de Palmeira, mesmo sendo posto como o “só tem tu, então vai tu mesmo”, acabou lucrando com a empreitada.

Assim, Kelmann Vieira – amigo de Rui Palmeira – pode acabar ajudando ao prefeito a não ser tão coveiro de partido político assim! Agora, amigos são amigos, mas eleições são compromissos outros e que visam o futuro...

A Terezinha tucana que caiu aqui foi o ninho tucano pela inabilidade de Rui Palmeira, que fez o partido que desabar antes mesmo da eleição...

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