9f146a7f aa89 4712 8d2a 13a015eed749

Admiração é o contentamento em reconhecer uma superioridade objetivamente invencível; a gratidão a quem fez algo de bom que nós mesmos não conseguiríamos fazer”. 
Olavo de Carvalho

 

Hoje, Olavo de Carvalho completa 71 anos, não sem antes nos dar um baita susto com sua internação hospitalar da qual já se restabeleceu. Para quem não acompanha Olavo desde a década de 90, como eu, talvez fique difícil compreender sua real estatura e importância. Existem críticas? Existem! E estranho seria se não existissem. A verdade é que só pela sua obra(1) – que muito me influenciou – eu já estaria aqui confessando minha gratidão. Para quem nunca leu nada de Olavo, sugiro começar pelo O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.

Meu primeiro contato com Olavo de Carvalho ocorreu em 1999 com a publicação do artigo "Armas e Revolução Passiva" no jornal Folha de São Paulo de 17 de Junho daquele ano. Lembrando aos amigos que naquela época, levantar a voz contra a corrente majoritária em favor do desarmamento, ainda mais em um jornal de grande circulação, era um verdadeiro ato revolucionário. Entendi que eu não estava sozinho ou, pelo menos, não estava maluco sozinho. Logo em seguida pude assistir uma palestra sobre coletivismo e o vi simplesmente destruir os argumentos legalistas do coordenador do curso de direito daquela universidade. Pensei comigo: é isso que eu quero fazer! Bom, acho que tenho me saído relativamente bem... 

Olavo de Carvalho e Bene Barbosa - Campinas, SP - 2000

Nos últimos anos minha vida foi marcada por participações em eventos até então inimagináveis quando me enfiei nessa luta, lá no comecinho da década de noventa. Quando poderia imaginar que aquele garoto tímido, que adotou uma luta tão politicamente incorreta em favor da posse e do porte de armas pelo cidadão, um dia estaria na Academia da Força Aérea ministrando uma palestra para centenas de cadetes e oficiais? Nunca! Porém aconteceu, e lá estava o dedo de Olavo, representado por um dos seus alunos que viabilizou o evento. 

Minha participação na 30ª Reunião do Grupo de Trabalho Sobre Armas de Fogo e Munições do MERCOSUL não foi diferente. Em 27 anos de existência jamais um “armamentista” havia colocado os pés em tais reuniões, imagine, então, ter o direito a expor sua posição. Mais uma vez: dedo de Olavo!

Em 2017, na pequena cidade de Joaçaba, Santa Catarina, uma multidão de 650 pessoas lotou o auditório da Universidade do Oeste de Santa Catarina para uma palestra minha sobre como a contaminação marxista destruiu a segurança pública no Brasil. Foi lá que conheci o juiz Márcio Bragaglia que, em conjunto com os promotores e as instituições policiais, criou uma verdadeira bolha de segurança. Hoje, na região, as taxas criminais são mais baixas que em alguns países da Europa. 

Também foi lá, pelas mãos do Dr. Bragaglia, que tive conhecimento de um dos mais fantásticos programas de ressocialização de presos: o projeto “reeducação do imaginário” onde os criminosos condenados são convidados a ler clássicos como Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski, Otelo, de William Shakespeare, O Coração das Trevas, de Joseph Conrad e O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien. A imprensa caiu de amores pelo projeto ao focar suas lentes única e exclusivamente na remissão da pena, ou seja, na ideia simplista de que os criminosos sairiam antes da cadeia. Ao que parece, depois que descobriram que a ação foi baseada em uma das aulas do professor Olavo e que visa despertar naquelas almas os valores morais, a consciência, a percepção de que eles – e apenas eles! – são os responsáveis por suas mazelas criminais, o interesse pelo projeto sumiu. 

O conservador projeto literário vem apresentando resultados inimagináveis com apenas 5% de reincidência entre os presos que por ali passaram. Enquanto isso, os progressistas que pregam o abolicionismo penal, a vitimização dos bandidos, as penas alternativas, a impunidade como regra, culpabilidade coletiva da sociedade e o artesanato com garrafas pet engolem mais de 70% de reincidência… Dedo de Olavo!

Eu teria muito mais para escrever, dezenas de outros casos onde vi a influência direta de Olavo, mas vou ficando por aqui. Deixo ao “mestre de todos nós” minha admiração, gratidão, meus efusivos aplausos e meus votos de muito anos de vida!