Foto: Agência Brasil A91bf3dc dca2 499b 9694 96deeb6974f5 Antonio Cruz

O ex-ministro Antonio Palocci, que atuou na Fazenda durante o governo Lula e na Casa Civil na gestão de Dilma Rousseff , assinou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal. As informações são de uma reportagem publicada nesta quinta-feira (26) pelo jornal O Globo .

As informações e documentos fornecidos por Antonio Palocci à Polícia Federal podem ser consideradas provas e resultar na abertura de novos inquéritos e em novas fases da Operação Lava Jato. Os principais alvos da delação premiada do ex-ministro são pessoas que integraram o governo simultaneamente a Palocci – inclusive o próprio ex-presidente Lula. 

Segundo o jornal, fontes vinculadas ao caso confirmaram que a colaboração do ex-ministro com a PF avançou com rapidez nos últimos dias. Sesu depoimentos já foram colhidos e, agora, tal acordo depende apenas de homologação pela Justiça.

O mesmo jornal já havia publicado, na última terça-feira (24), que, segundo Palocci, o volume de dólares que veio do exterior para a eleição de Lula, no pleito presidencial de 2002, chegaria na casa dos US$ 40 milhões. Essa informação supostamente estaria na delação do ex-ministro, mas não foi confirmada pela PF.

Situação de Antonio Palocci na Justiça

O ex-ministro está preso desde setembro de 2016 no âmbito da Operação Lava Jato . Ainda neste mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão preventiva de Palocci , ao rejeitar pedido de liberdade apresentado por sua defesa. 

Em fevereiro, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) autorizou o sequestro de bens de duas filhas do ex-ministro. Conforme a decisão da 8ª Turma, não sendo suficiente a quantia sequestrada diretamente do réu, cabe o sequestro de bens imóveis já transferidos a terceiros. Tal decisão atendeu diretamente a um pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) no ano passado.

Antonio Palocci é réu em duas ações da Lava Jato, acusado de ter cometido os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Nas duas investigações, os pagamentos ao ex-ministro teriam sido feitos pela construtora Odebrecht em razão de sua atuação no governo federal, durante as gestões petistas.