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Acuado e temendo pela própria vida. É assim que o ex-cabo Samuel Silva tem passado os últimos dois meses após ter sofrido um atentado quando chegava no condomínio onde mora. Ele prestou depoimento na Secretaria de Segurança Pública (SSP) na manhã desta quinta-feira (25). 

“Nesses quase três meses, as investigação ainda não avançaram. Eu vivo escondido, me sentindo acuado e com medo de morrer”, conta. 

O caso aconteceu no último dia 10 de fevereiro, quando três homens encapuzados esperaram o ex militar chegar a sua residência, na parte alta da capital. Eles estavam em um veículo tipo Gol, de cor branca, e efetuaram vários disparos contra o carro onde estava Samuel. 

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Ele suspeita que o atentado tenha sido executado por policiais e diz que pode ter sido motivado por vingança.  “No carnaval de 2012, cerca de dez indivíduos me agrediram durante um bloco em Murici, eu reagi e um rapaz veio a óbito”, conta. 

Bruno Macena, filho de militares, tinha 21 anos na época e morreu no local. “O modo de manusear as armas, o agrupamento de tiros e a forma da abordagem indicam que foi feito por pessoas treinadas. Tenho convicção de que foram policiais e até de que utilizaram um veículo da SSP”, afirma.

Em resposta a Secretria de Segurança Pública (SSP) informou que inquérito foi devidamente instaurado pela Deic e o caso está sendo investigado para que os envolvidos no caso sejam identificados e sejam responsabilizados pelo crime. No entanto, afirmou desconhecer essa informação que foi usado um carro da SSP no atentado.