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Modelo, máquina fotográfica (ou celular) e um local. Engana-se quem imagina que para produzir um editorial de moda bastam apenas esses três itens. Se o resultado almejado são imagens que encantem o público da marca, o esforço terá que ser bem maior.  Foi essa a nossa constatação ao acompanhar a produção das lojas Via G para apresentar a coleção Outono-Inverno 2018.

A locação foi na Fazenda Boa Sorte, na zona rural do município de Viçosa, no interior de Alagoas. Para o trabalho, foram convidadas os modelos Débora Lima, Eduarda Morais, Nathalya Ferreira e João Luccas; os fotógrafos Valdeir Góis e Théo, além da presença da equipe da loja (Pedro Leandro, Pedro Malta e Iago) que já levou os looks separados e toda a estrutura com araras, ferro de passar e, claro, um lanche caprichado.

Iniciada a sessão de fotos, os modelos ficam a postos e fazem dezenas de trocas de roupas e acessórios. “Sempre tem momentos divertidos, mas existe muito compromisso, muita responsabilidade. ‘Por ser trabalho, acaba sendo cansativo, mas é incrível e compensa todo o esforço quando o vejo sendo bem realizado”, confessa Nathalya Ferreira.

Luz, ângulo, aproveitamento do cenário. Tudo é levado em conta pelo fotógrafo que se desdobra para não deixar a beleza do local apagar o destaque das peças. Para ele, ainda tem mais na volta para casa: o retoque final para que cada foto fique perfeita. Com as imagens prontas, é hora de apresentar tudo ao público nas redes sociais na internet e no site da loja (https://lojasviag.com.br), com qualidade digna de revista de moda internacional.

Para o empresário Thiago Tenório, que acompanhou de perto a sessão de fotos,  o investimento em editoriais mantém a marca em evidência e incentiva a equipe da loja. “O editorial serve de inspiração para nossos colaboradores. ‘Quando vamos fazer passamos alguns dias planejando e estudando o que mais está sendo usado”, explica.

Mais oportunidades

O fotógrafo Valdeir Góis é apaixonado por editoriais de moda. No mercado há seis anos, ele lembra que começou fazendo somente a cobertura fotográfica de eventos nas lojas, depois vieram os ensaios e, então, os editoriais que poucas empresas conheciam e, por isso mesmo, se recusavam a pagar. “Eu queria agregar valor e um ‘extra’ para mim. Comecei a visitar lojas e oferecer o trabalho. ‘Algo me dizia que iria dar certo. Hoje, 50% do meu salário vêm através da moda”, revela.

Para a estudante e digital influencer, Débora Lima, que também atua como modelo, os editoriais, que passaram a ser mais freqüentes com a explosão das redes sociais na internet, aproximam público e moda, disseminam conhecimento e geram oportunidades. “É importante tanto para quem faz quanto para quem recebe este material. ‘Sou apaixonada por tudo isso”, declara a jovem que faz um perfil conceitual de moda em suas redes sociais. 

Confira as fotos da sessão na Fazenda Boa Sorte na galeria de imagens desta matéria (pode levar alguns segundos para carregar). 

Fotos: Valdeir Góis

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