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Na semana passada duas notícias se espalharam rapidamente e deixaram abismados muitos. Dois distritos escolares nos EUA resolveram armar seus professores para enfrentar ataques em escolas. Não, os professores não estarão em posse de armas de fogo para revidar aos ataques como alguns outros distritos já fazem. Os professores foram equipados com mini tacos de basebol e baldes de pedras. Sim, é isso mesmo que você leu. O bom senso indica que se você não é o Negan da séria The Walking Dead dificilmente sairá vivo de um tiroteio levando apenas um taco de basebol. Chance menor ainda se você resolver dar pedras em seu agressor e não for David enfrentando Golias.

 

Confesso que compartilhei do mesmo espanto e indignação de muitos, mas há nisso algo extremamente interessante e, ao que me parece, é exatamente o ponto onde tentou chegar o superintendente William Hal do Departamento de Educação de MillCreek na Pensinvânia, USA, que “armou” 500 professores com os tais mini tacos de basebol. Para ele a ideia de “apagar as luzes, trancar as portas e se esconder embaixo de carteiras e mesas” não é o melhor a se fazer durante um ataque, mas é exatamente esse o procedimento padrão adotado nacionalmente nos EUA em casos assim. Ou seja, se esconda e reze para que o assassino não te veja. Para o coordenador, lutar, reagir é também uma opção viável.

 

Como não poderia deixar de ser boa parte da imprensa americana, em especial a ala ligada ao Partido Democrata, recebeu a iniciativa – já peço aqui desculpas pelo trocadilho inevitável -com dez pedras nas mãos. Para eles, a simples ideia de que é necessário reagir e lutar é inaceitável, tudo na cabeça desse pessoal que vive em um mundo paralelo gira em torno da ideia de que a única coisa a ser feita é impedir que malucos e assassinos coloquem as mãos em armas de fogo e, sabemos, isso é impossível no mundo real.

 

O que os dois distritos americanos colocaram na mesa de discussões, querendo ou não, foi: o que é melhor, manter as escolas como gun-free zones (onde aparentemente só os malucos entram armados) ou disponibilizar meios de reação contra agressores? Bom, quem me acompanha sabe muito bem da minha posição e dois casos recentes podem dar alguns indícios de como as coisas funcionam no mundo real. Em um o professor desarmado tentou impedir o assassino e em outro um segurança armado interveio. No primeiro houve um massacre, no outro não. Cabe agora entender que o mundo já saiu da idade da pedra e um tacape made in USA não é páreo para um psicopata armado, goste você disso ou não.

 

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