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Após recusar a proposta inicial de 6% de reajuste salarial, em reunião com representantes do Governo na tarde desta sexta-feira, 13, os militares alagoanos decidiram manter a situação de “Operação Padrão”, com diminuição do efetivo nas ruas e realização de atividades essenciais, estabelecida desde a possibilidade de aquartelamento, na útima quarta-feira (11). Uma assembleia foi agendada para a próxima semana, onde a categoria irá votar sobre o novo reajuste de 10%, oferecido.

De acordo com a nova proposta, o reajuste salarial seria de 10% dividido em 4 anos. Parte em 2019, 4%, e 2% nos anos seguintes. Além disso, a proposta também aumenta verbas de alimentação e uniformes.

A proposta inicial, recusada pelos militares, era de 6%, e de acordo com a Secretaria de Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), seriam 3% em 2019; 1,5% em 2020 e 1,5% em 2021, pois qualquer reajuste acima disso comprometeria as finanças do Estado e forçaria o mesmo a descumprir o acordo firmado com a União, para o prolongamento do pagamento do serviço da dívida pública alagoana.

A Seplag declarou, em nota, que após muito esforço da equipe de negociação, foi possível chegar ao novo reajuste proposto e que ele dará aos militares a possibilidade de um aumento total, que será dividido em quatro anos.

A nota destaca ainda que somente no governo Renan Filho, a folha salarial dos militares alagoanos – ativos, inativos e pensionistas – teve um aumento de 50,6%, saltando de R$ 850 milhões para R$ 1,3 bilhão no período. Para se ter uma ideia dessa valorização, a folha total das demais categorias teve um acréscimo de 21%.

A expectativa é de que os militares decidam na assembleia marcada para a próxima Terça-feira, 17, se aceitam ou não a proposta do Governo.

A reunião aconteceu na sede da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) com  representantes da Seplag, da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).