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Quando um muro separa, uma ponte une

Lula, companheiro, eu sou alagoano, moro em Maceió, e como milhões de brasileiros estou ao seu lado. Não sou filiado ao Partido dos Trabalhadores e nunca fui, nem precisaria ser filiado ao PT para ficar indignado com injustiça.

Lula, companheiro, a minha filiação é com causas sociais, com a democracia e com o Estado democrático de direito.

Lula, companheiro, o massacre a que você vem sendo submetido ‒ a história registra ‒, fizeram com Luís Carlos Prestes. Calúnia, vilania, prisão, todo tipo de torpeza. Mas não conseguiram dobrar o velho Cavaleiro da Esperança.

        Lula, companheiro, os seus sonhos, muitos deles transformados em realidade, são os sonhos do povo. Imagine o trabalhador (a trabalhadora) sonhar com casa própria, comida, emprego com carteira assinada, redes de proteção social para os mais vulneráveis, universidades públicas, escolas técnicas federais, redução da pobreza como nunca houve na história do Brasil.

Lula, companheiro, não voltaremos a ser colônia dos EUA. Esse foi um dos crimes imputados a você. O Brasil que passou a olhar para os países da África, da América Latina como nossos irmãos. Essa mudança de rota afrontou o Tio Sam e seus adoradores.  

        Lula, companheiro, a ideia de romper com o ciclo perverso da miséria afrontou a elite nacional e a elite financeiro-rentista internacional. A reação dos conglomerados de comunicação que a tudo manipula não tardou. Uniram-se contra as conquistas sociais, associados com parcela do Judiciário midiático. O golpe parlamentar-midiático-judicial foi posto em andamento.

        Lula, companheiro, a matéria-prima para combater essas ideias: a elite requentou o ódio como combustível político e dividiu o Brasil. A união das esquerdas e dos democratas será o instrumento para vencer o ódio, o preconceito e os crimes contra a pátria.    

Lula, companheiro, estaremos mais ainda nas ruas, nos auditórios, no campo, nos seis continentes, porque há um Lula em cada um de nós.  

        Lula, companheiro, lembrei-me da canção “Pesadelo” de Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro: “quando um muro separa, uma ponte une,/ se a vingança encara, o remorso pune. [...] E se a força é tua,/ ela um dia é nossa,/
olha o muro, olha a ponte,/ olhe o dia de ontem chegando,/
que medo você tem de nós, olha aí.”
 

        Lula, companheiro, receba um abraço afetuoso do

                            Geraldo de Majella