Foto: Cortesia ao CadaMinuto 55eba3d8 3401 4f50 9814 c9ad5345f86c Cabo da PM Ivan Augusto

O cabo da PM Ivan Augusto dos Santos Júnior, de 43 anos, acusado de matar a esposa Expedita da Silva, de 32 anos com mais de seis tiros, foi indiciado pelo crime de feminicídio. O delegado Robervaldo Davino, do 6° Distrito da Capital, concluiu a investigação e enviou à Justiça o inquérito policial nesta quarta-feira (21).

De acordo com informações da assessoria de Comunicação da Polícia civil, o militar foi indiciado por feminicídio, com a agravante de ter sido praticado na presença de uma filha menor, de 13 anos.

Ainda segundo a assessoria, o cabo PM Ivan confessou a autoria do assassinato, praticado após uma discussão no interior do apartamento, em janeiro deste ano. Ele continua preso, após ter a prisão preventiva decretada.

Além da pistola calibre 380, usada no cometimento do crime, a polícia apreendeu também outra pistola, calibre .40, ambas de propriedade do militar e devidamente registradas.

Conforme a PC, a perícia realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) confirmou que os projetis recolhidos pela equipe do 6° DP, no quarto do casal, foram deflagrados pela pistola 380 do militar.

“Essa é mais uma prova da autoria do crime”, disse o delegado Davino, que enviou cópia do inquérito à Delegacia dos Crimes Contra a Criança, após obter a informação de que o cabo PM Ivan costumava agredir a filha mais velha. O casal tinha duas filhas.

A polícia apurou ainda, por meio de depoimentos de testemunhas, que a mulher era agredida com frequência pelo acusado, que prometia matá-la se ela denunciasse as agressões. “No dia do crime, ela disse que iria contar tudo à polícia”, acrescentou o delegado.

Expedita da Silva ainda chegou a se internada no Hospital Geral do Estado (HGE), mas acabou morrendo. O laudo cadavérico atestou que ela sofreu uma septicemia (infecção) generalizada, causada pelo tiro que atingiu seu abdômen.

*Com Ascom PC