Assessoria - Arquivo 1075b2d7 b291 4340 8b1e 26eea2b8089a Polícia Militar dentro da Ufal

A possível atuação da Polícia Militar para reforçar a segurança dentro da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) vem dividindo opiniões da comunidade universitária, em sua maioria contra a presença dos militares no espaço educacional. Nas últimas semanas, foram registrados assaltos a alunos e professores e a segurança do local passou a ser discutida com maior preocupação. 

Alícia Silic é estudante da Ufal e presenciou o último roubo no bloco de Engenharia. Para ela, a presença dos militares dentro do campus é uma medida de urgência para inibir os assaltos “visto que não existe outro meio imediato que seja viável, ou que tenha implantação de forma rápida”. 
“O que precisamos é de medidas para ontem, pois a segurança é algo que há muito tempo não existe na Universidade. São vários assaltos em questão de horas, sem se falar na questão da iluminação, que gera mais insegurança ainda. E não estou me referindo apenas ao CTEC, COS e FAU, em outros blocos também existe esse déficit”, colocou a estudante. 

Diante dos assaltos, a reitoria anunciou uma parceria com a  Prefeitura de Maceió para melhorar a iluminação e podar as árvores em torno dos blocos, além de solicitar ao Comando de Policiamento da Capital (CPC) um suporte na segurança. De acordo com a reitoria, a falta de segurança está ligada à diminuição do repasse de verbas à instituição, pelo Ministério da Educação.

Mas para outros alunos, como o estudante Felipe Martins, “a Polícia Militar como instrumento de repressão do Estado, deve se manter distante da universidade. Não adianta fortalecer a presença de uma força que será utilizada contra nós mesmos. A Ufal é um ambiente político muito forte, e sabemos a atitude da polícia contra esses ambientes e as pessoas que as frequentam. Em uma das reuniões feitas com os estudantes se falava em aumentar a presença da PM e restringir o acesso à universidade. Mas restringir o acesso de quem? Do pobre? Do mal vestido? Como o próprio coronel da PM declarou ano passado em reunião com a Reitora, ele disse que a segurança pública não é só o trabalho ostensivo e repressão, deve se pensar na questão da intervenção na comunidade, para que o jovem não veja o crime como a única possibilidade. Acho que a Universidade pode apoiar com projetos sociais que tenham essa finalidade, pois isso seria uma alternativa em longo prazo. Acredito que a UFAL deva tirar essa ideia de que a única arma contra a violência é a intervenção policial”. 

Como uma área de atuação federal, a resistência da comunidade universitária é muito forte quanto a presença ostensiva da Polícia Militar. Apesar desse panorama, a reitora Valéria Correia participa nesta segunda-feira (19) de uma audiência com o secretário Executivo de Políticas da Segurança Pública, Manoel Acácio Júnior, para discutir a segurança.