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Primeiro, com a desistência de Teo Vilela de ser candidato a senador, e agora, após Rui Palmeira, prefeito de Maceió e presidente Regional do PSDB, anunciar que não será candidato a governador.

       Teo Vilela e Rui Palmeira colocaram a pá de cal na oposição. Selaram qualquer possibilidade de vitória da oposição aos Calheiros, Renan Filho e Renan pai.

            Eis o comentário de um ex-parlamentar e experiente observador da cena política alagoana e nacional, ex-deputado constituinte. Em mensagem pelo WhatsApp, me disse: “Do PSDB só sobrará Rodrigo Cunha, filho de Ceci, se for candidato à reeleição. Teo, Pedro Vilela e Rui foram pelo ralo. O Partido tem 12 prefeitos que já, já, virarão governo. Renan Filho está nadando de braçada”.

O meu interlocutor foi além e com bom humor diante da tragédia tucana, arrematou: “A nível nacional, os tucanos paulistas acham que o PSDB é uma grife. É o Partido Givenchy. Esqueceram que o partido foi criado para dar suporte à candidatura de Mário Covas à Presidência. E só isso”.

Em Alagoas os tucanos cavaram a sepultura sem antes sequer agonizar. Os motivos das desistências e abandono dos aliados podem ser encontrados no âmbito local com a quebradeira das usinas de açúcar e a falência da Cooperativa dos Usineiros ‒ o setor econômico que dava sustentação aos tucanos, bem como com a operação Lava Jato.

O PSDB nacional encontra-se dividido, e as facções em aberta luta interna. O efeito Aécio Neves é o principal detonador da crise, além, óbvio, da ausência de lideranças e da falta de um programa para tirar o Brasil da crise.

Agora é tempo de murici (fruta): cada um cuide de si. E que Deus tenha pena de nós.