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Durante um debate técnico no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea-AL), na tarde desta quinta-feira (08), geólogos informaram que ainda é precoce afirmar a origem dos tremores ocorridos no último sábado (03), em diversos bairros da cidade de Maceió.

 

De acordo com o geólogo Ricardo Queiroz, deverá ser feito um detalhamento maior na área do Pinheiro. Ricardo descartou as possibilidades de o abalo sísmico ter sido causado por problemas de engenharia, problema de chuva ou meteorológico e alegou que se trata de um problema geológico.

 

“Ainda é muito cedo afirmar qual a real origem do fenômeno. Mas, o que conseguimos obter foi através de projetos que participamos na Ufal, e obtivemos como produto um arcabouço estrutural do nosso subsolo, esse arcabouço veio a se encaixar nesses últimos fenômenos que ocorreram de fissuramentos do solo e abalos, esse trabalho vem dar um norte ao inicio do detalhamento de outros estudos.”, destacou.

 

Quando questionado a respeito da suspeita de que fatores como estrutura de drenagem e esgotamento, além da alta demanda de construções e sobrecarga na parte alta contribuíram para que o abalo fosse mais forte no local, o geólogo afirmou que “pequenos fatos juntos podem contribuir para a realização desse abalo, mas é preciso ter um detalhamento de sondagem e estudos de geofísica para descobrir e admitir que sejam essas causas”.

 

Acerca da hipótese que chegou a ser levantada de que a extração do sal-gema poderia ter provocado o sismo, Ricardo explicou que “por ser um fenômeno que não se observa ao olho nu, isso dá margem a muita curiosidade e especulações. Acredito que não, mas não sou a melhor pessoa para falar sobre isso”.

 

Segundo o presidente do Crea-AL, Fernando Dacal, a instituição convidou representantes da Braskem para falar sobre as especulações.

 

Em entrevista a reportagem do CadaMinuto, o diretor de Relações Institucionais da Braskem, Milton Pradines, garantiu que a instituição não tem nada a ver com o fato e que foram feitas  vistorias em todas as instalações e não foram encontradas falhas.

 

“É muito importante a iniciativa do Crea, as causas apontadas inicialmente são diversas e tem todo um problema geológico que precisa ser estudado. O processo da Braskem não interfere em nada do que aconteceu, de alguma forma nós também fomos vítimas do que aconteceu”, destacou.

 

Durante o debate estiveram presentes estudantes, representantes de órgãos públicos, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Instituto de Meio Ambiente, representantes da Casal e da Braskem.   

 

O debate foi conduzido pelos geólogos Carlos dos Anjos, Abel Tenório, Ricardo Queiroz, Rochana de Andrade e o engenheiro de minas, Paulo Cabral.

 

*Estagiária