Foto: Bruno Levy/Cada Minuto Ec57b05b 5faa 4648 9092 2f7001957b4e Mulheres protestaram na praça da Centenário, no Farol

No dia que marca a luta por igualdade, dezenas de mulheres integrantes dos movimentos sociais alagoanos se reuniram como forma de protesto para cobrar do Governo do Estado a instalação de uma delegacia especializada para o atendimento a mulher 24horas por dia.

Com cartazes e faixas, elas chamaram atenção de motoristas e pedestres que circularam pela Praça Centenário, na manhã desta quinta-feira (08), para o alto número de casos de violência contra a mulher, que são em sua maioria praticados pelos seus companheiros.

Beatriz dos Santos, presidente da Comissão dos Direitos das Mulheres, lembrou que a violência física é a mais aparente, mas existem diversas formas de violência como a psicológica, moral, sexual e patrimonial.

Segundo ela, é lamentável que as mulheres alagoanas ainda não contem com uma delegacia 24 horas, que possa as amparar em caso de denúncia principalmente nos finais de semana, mesmo o Estado registrando um número alto de assassinatos e espancamentos.

“Dia 8 de março é um dia em que nós mulheres nos reunimos para mostrar e cobrar que precisamos da efetivação das leis que garantem os nossos direitos e nós precisamos garantir. Infelizmente, nós vemos a cada dia uma notícia diferente de violência”, disse Beatriz.

O caso mais recente foi da professora Cenira Angélica Ventura da Silva, de 39 anos, assassinada a facadas, no município de Viçosa. O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, identificado apenas como “Ricardo”.

Em nota, o Sinteal cobrou das autoridades da Segurança Pública todo o empenho para a captura do criminoso e lembrou que o crime ocorreu em pleno mês onde se comemora o Dia Internacional da Mulher, neste dia 08.

“O Sinteal repudia veementemente mais um covarde assassinato cometido contra mulheres, onde o agressor tenta se proteger no vulgar argumento do “sentimento de ciúmes” para, como se fosse possível, “justificar” a perpetração de crimes dessa natureza, postura máxima de cinismo de uma sociedade que se mantém autoritária e machista, e que alimenta e reproduz, cada vez mais, a violência contra todas as mulheres”, diz um trecho do documento.

E por conta de casos com esse da professora, que a presidente da Comissão destaca que é preciso lutar e combater diariamente o machismo, já que muitas áreas ainda são muito desiguais para as mulheres.

*Colaborador