Aliados e simpatizantes da oposição ou da situação em Alagoas não fiquem decepcionados, tristes ou alegres com essa notícia, mas é fato que o calendário eleitoral está correndo com etapas que estão sendo superadas e iniciadas.

Este caso é referente ao prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB). Ele encaminhou à Câmara de Vereadores pedido de renúncia com data e hora marcada, 8h45, do dia 03 de abril de 2018. No mesmo documento solicita que a solenidade de transmissão do cargo à vice-prefeita Cintia Ribeiro (PSDB) seja realizada na mesma data e horário. O prefeito da capital do Tocantins já decidiu que vai disputar o governo do estado.

 A semelhança com o de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), está no fato de que ambos cumprem o segundo mandato. E só. Mas cada realidade tem suas particularidades, assim como os envolvidos têm as suas especificidades.

O prefeito da capital alagoana permanece dando sinais dúbios se será ou não candidato ao governo de Alagoas. Quem afirma – e geralmente são aliados políticos - que ele será candidato tem interesse direto porque vai controlar o Executivo Municipal e/ou precisa de uma candidatura com maior densidade eleitoral  e estrutural para disputar o Senado, o legislativo estadual ou federal.

É fato que Rui sequer tem feito política no sentido de conquistar novos apoios. Os seus assessores mais próximos pouco falam sobre o assunto e quando tratam do tema não há novidade sobre qualquer decisão. Talvez uma suspeita ou aposta, jamais uma certeza.

Mas o prazo limite é sete de abril. O prefeito de Palmas anunciou data e horário, Rui ainda não. Porém, pode surpreender. Ou não.

Quem conhece Rui diz que ele é um político centrado, discreto, tem tamanho controle sobre as suas emoções que não demonstra medo ou valentia, ou seja, não é dado a excessos. Pelo contrário, analisa possibilidades, cenários, perspectivas, problemas, traições, vantagens e desvantagens pessoal e profissional.

Resta esperar qual decisão Rui irá tomar após o amadurecimento das intensas discussões que tem travado com os seus maiores confidentes: o outro Rui, o Palmeira, e, dizem, a sua esposa Tatiana que desenvolveu alguma simpatia pela política.

Enquanto isso o governador Renan Filho ‘reina’ sozinho como candidato único. Por isso larga na frente em todos os quesitos políticos fundamentais numa disputa eleitoral, o que é uma baita vantagem, convenhamos.