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Começo dizendo que acho a tipificação chamada “feminicídio” uma enorme excrescência pelo simples fato que um homicídio é sempre um homicídio embora, óbvio, não possa dar de ombros ao fato que alguns homicídios, seja pela sua crueldade, seja pela sua vítima, não podem ser tratados de forma igual. Um homem que esgana uma mulher até sua morte ou assassina uma criança deve mesmo responder com máximo rigor e é para isso que existem as qualificadoras. Dito isso, vamos ao que realmente interessa.

O Ministério Público de São Paulo divulgou um recente estudo onde analisou os chamados feminicídios nos últimos 12 meses e constatou que 83% dos crimes consumados ocorreram sem o uso de armas de fogo. Facas, canivetes, foices e as mãos foram amplamente mais usadas para matar mulheres do que armas de fogo. A ideia do desarmamento como uma proteção às mulheres, como sempre afirmei, não passa de balela, de mentira! Falsa também é a pseudoproteção dada por um pedaço de papel chamado “Lei Maria da Penha”.

O que sempre me impressionou nesse debate é a posição radical da maioria das feministas que sempre defenderam a proibição às armas como medida protetiva. Uma piada! Oras, com raras exceções o homem tem muito mais força física e capacidade para violência que a mulher e isso é fato. Portanto a única possibilidade de equiparação está na arma, a força física se torna absolutamente secundária.

Essa semana mesmo assisti novamente o filme Um Crime Perfeito de 1998 com Michael Douglas e Gwyneth Paltrow onde um marido decide assassinar sua mulher. Contrata o próprio amante da esposa que falha no objetivo e, descoberto, decide ele mesmo dar cabo de sua companheira e o teria feito com as próprias mãos se ela não estivesse armada. A força bruta não resistiu aos três disparos. Fim da história.

De acordo com a UNODC - Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime – 95% dos homicídios cometidos no mundo são perpetrados por homens. Nessa linha cheguei a brincar com uma moça desarmamentista em meu Twitter dizendo que se eu fosse feminista, meu slogan seria: homens armados matam, mulheres armadas sobrevivem. Eu realmente nunca consegui entender por qual motivo grupos que se dizem oprimidos, que acusam o Estado ser patriarcal e opressor, que dizem não confiar em nossos políticos, defenderem o desarmamento, ou seja, o monopólio da força exatamente nas mãos do inimigo. Convivem com ideias antagônicas sem nunca se darem conta disso. É o “Duplipensar” de George Orwell em estado de arte!

Não é sem motivo que hoje nos EUA quase 30% dos portes de armas emitidos são para mulheres. Só no Texas são quase 300 mil. Qual o resultado disso? Mais mortes? Não! Mais mulheres protegidas, menos “feminicídios” e quase 60% menos estupros! De acordo com o estudo “Law Enforcement Assistance Administration, Rape Victimization in 26 American Cities”, do Departamento de Justiça norte-americano, apenas 3% dos estupros se concretizam quando a mulher está armada e reage.

O que o relatório do Ministério Público comprova é que quem quer matar, mata! Porém, convenhamos, o único objeto capaz de proporcionar eficazmente a possibilidade de defesa e a equiparação de força, seja para uma mulher ou para um homem, é a arma de fogo. O resto é utopia e abstração da realidade.