Foto: Agência Brasil 05c0b93a 09f3 471a a0fd ae6d4afbe4c5 Congresso Nacional

É claro que ficou muito confortável para alguns parlamentares, que amam subir em um muro, a possibilidade da Reforma da Previdência ficar para ser apreciada para depois do processo eleitoral. 

Para o bem ou para o mal, aqueles que vão em busca da reeleição não precisam mais justificar seus votos em um tema polêmico. Para o governo federal, melhor ainda, pois evita uma discussão indigesta ao mesmo tempo que entra em outra pauta mais favorável: a segurança pública. 

Em política, não existe ponto sem nó. 

A possibilidade de Reforma da Previdência não está morta. Quem sentenciou isso foi um deputado federal relevante nesse contexto: Arthur Lira (PP), que foi reconduzido à liderança de seu partido. Para ele, é uma das prioridades de sua bancada. Por mais que existam críticas a Lira, ele é um parlamentar que não sobe no muro. Em questões polêmicas, teve sua posição definida. E aí, que o eleitor julgue. 

Lira foi sincero ao afirmar que Temer não tinha os votos suficientes para aprovar a matéria. A intervenção federal no Rio de Janeiro veio bem a calhar. Em um ano mais curto, em que os trabalhos legislativos praticamente estarão resumidos a um semestre (o que não deveria ser!), o foco será eleições. 

O dever do eleitor - neste cenário - é estar atento ao pensamento de quem deseja ir para a Câmara de Deputados. São muitas pautas importantes que vão da Reforma da Previdência ao Estatuto do Desarmamento. 

Indagar os parlamentares ou candidatos sobre esses temas é fundamental. Não dá para aceitar as posturas escorregadias. Mais do que nunca o Legislativo federal é de suma importância, independente de quem seja o próximo presidente. As duas Casas - em um sistema bicameral - podem ajudar ou afundar ainda mais o país em uma crise que não é apenas econômica.  

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