Foto: Ascom/ALE/Arquivo 038c5d8d d449 4956 a295 9677e68a9a5d Deputado Bruno Toledo

O deputado Bruno Toledo (PROS) usou a tribuna da Assembleia Legislativa (ALE) na sessão desta terça-feira, 27, para cobrar que o governo do Estado explique como irá gerir os novos hospitais que estão sendo construídos em Alagoas e com quais recursos pretende custear e realizar as contratações necessárias para o funcionamento dessas unidades.

Toledo anunciou que irá apresentar um requerimento para que a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) encaminhe à Casa o planejamento em detalhe e o projeto de custeio a médio e longo prazo para cada uma das novas unidades.

“O governador precisa detalhar como se dará o funcionamento destas unidades e como pretende gerar esses empregos. Com que recursos? Com qual sistema? Serão OS? Haverá concurso público? Já tivemos história em Alagoas o fato de um hospital começar a ser construído e depois virar prédio da Justiça Federal... Essas unidades não podem ser apenas prédios físicos a servir de palanque, não que esta seja a intenção do Executivo”, pontuou o parlamentar.

Frisando que é não é contra novos hospitais, mas, contra o pensamento de “que tudo se resolve apenas com obras físicas que podem ficar bonitas em um programa eleitoral, mas não solucionar o problema da população”, Toledo repetiu que o Executivo não tem apresentado, de forma clara e direta para a sociedade, um planejamento para o funcionamento das unidades.

Segundo ele, em comparação a 2017, os recursos previstos para a Saúde este ano não apresentam a folga necessária para a gestão desses hospitais: “São insumos, profissionais qualificados, equipamentos etc... Tudo isso requer recursos públicos e estamos observando um sistema de Saúde em colapso que sequer consegue abrir novos leitos nas unidades já existentes, como na Maternidade Santa Mônica”.

Abertura de leitos

Em seguida, o deputado Rodrigo Cunha (PSDB) também voltou a cobrar, da tribuna, a abertura dos 26 novos leitos da Santa Mônica, inaugurados em 2015 pelo governo do Estado. Ele contou que servidores da maternidade reclamam da falta de insumos e do stress por não poderem trabalhar adequadamente.

O parlamentar apelou para que a Comissão de Saúde da ALE se manifeste sobre o assunto e lembrou que, após várias tentativas de acordo para abertura dos leitos, o Ministério Público Federal (MPF), em conjunto com o Ministério Público Estadual (MP/AL), ajuizou este mês uma ação civil pública contra a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), o Estado de Alagoas e a União, para garantir a abertura.

Cunha também questionou sobre o planejamento para o funcionamento dos hospitais que estão sendo construídos: “A expectativa é que os três hospitais, da Mulher, Metropolitano de do Norte, custem R$ 300 milhões... Terá que haver um acréscimo de 30%  no orçamento da saúde, que é de cerca de R$ 1 bilhão”, analisou, afirmando temer que os novos leitos só existam na propaganda: “É isso que os números e o tempo estão demonstrando”.