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Eu sou mulher trans. Descobri isso desde meus 12 anos. Desde essa idade sabia e sentia que nasci em um corpo errado. Eu era uma menina nascida com corpo de menino. Eu não sou gay. Sou uma mulher trans.

O preconceito social é muito forte. Sei que não é fácil entender essa nova realidade, mas, as pessoas devem respeitar. Afinal, cada um vive a vida como sabe viver.

Todo dia tenho me transformado na pessoa que sempre sonhei ser. Uma mulher. E todo dia lutamos para  manter a vida.

O Brasil é o país que, em números absolutos, mais registra assassinatos de travestis e transexuais, segundo levantamento feito pela ONG Transgender Europe.

Conseguir emprego é uma das maiores barreiras que as trans enfrentam. Ainda segundo o Relatório da violência homofóbica no Brasil, a transfobia faz com que travestis e transexuais tenham “como única opção de sobrevivência a prostituição de rua”.

Sendo eu trans, sei bem do que se trata o preconceito. É fundamental dar voz e espaço para todas, e em qual 8 de março comemoraremos a mulher que somos?