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Projetos que irão gerar cerca de 10 mil empregos na área da saúde, a quitação dos precatórios remanescentes e mudanças na máquina administrativa foram algumas das promessas anunciadas para este ano pelo governador Renan Filho (PMDB) durante o retorno dos trabalhos na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), na tarde desta quinta-feira, 15.

 “Um dos pedidos que faço é que nós substituamos a agenda eleitoral pela agenda do crescimento, do desenvolvimento, dos esforços no sentido de fazer Alagoas mais forte”, apelou o governador durante entrevista à imprensa antes da sessão solene, demonstrando otimismo acerca de 2018.

Renan Filho também resumiu as expectativas de investimentos para este ano, como a construção de novas estradas, duplicações, avanço das escolas em tempo integral, construção de hospitais, inauguração do novo Instituto Médico Legal (IML) e realização de novos concursos públicos.

“Estamos preparando Alagoas para finalizar o pagamento de precatórios. Isso é uma agenda histórica. Alagoas quitar precatórios é algo muito representativo”, afirmou, anunciando ainda a possibilidade de mudanças na máquina administrativa, com a reestuturação da Secretaria do Transporte e Desenvolvimento Urbano (Setrand).

Balanço e alfinetadas

Na tribuna do plenário, o chefe do Executivo focou seu discurso em um balanço das ações realizadas nas principais áreas, durante seus três anos de mandato, não poupou críticas ao que classificou de “falta de vontade política” de seus antecessores, à gestão do Município de Maceió e até ao governo de Michel Temer (PMDB).

Ao listar os avanços obtidos na área de segurança pública, Renan Filho lembrou a “herança” recebida do governo Teotonio Vilela Filho (PSDB): “Não foi à toa que Alagoas passou a liderar os índices de violência no país... Nossa capital figurou por dez anos seguidos como a mais violenta. Não foi à toa também que vimos, no mesmo período, explodir o turismo no Rio Grande do Norte e no Ceará e involuir em Alagoas”.

Na saúde, o governador lembrou que há 50 anos não se constrói um hospital público na capital, apenas “puxadinhos” no Hospital Geral do Estado (HGE) e atribuiu a baixa cobertura do PSF em Maceió com uma das causas da lotação no hospital: “70% dos casos que vão ao HGE deveriam ser revolvidos no posto de saúde, mas como não tem  posto de saúde... Como conseguir saúde na capital é muito difícil...”.

Neste momento, Renan Filho reforçou que duas novas UPAS, no Tabuleiro do Martins e no Jacintinho, serão construídas este ano e anunciou que até junho será inaugurado o Hospital da Mulher, com 110 leitos e mil funcionários, além da continuidade das obras de construção do Hospital Metropolitano, na parte alta.

“Vivemos a era do protesto... Se não tivermos dinheiro para manter o hospital, eu que vou liderar o protesto. Vai ter e vai ter com nossos recursos, cortando na carne, reduzindo dívida... Vamos abrir o Hospital Metropolitano e serão de 2.500 a 3 mil profissionais trabalhando ali”, contou, em resposta aos questionamentos de opositores de que não haverá recursos para contratação de pessoal e para manutenção das obras em andamento.

“Temos um programa que vai gerar 10 mil empregos diretos na saúde pública... Porque saúde é feita por gente. Esse programa será o maior de geração de empego público na saúde na história de Alagoas. Esse é um marco”, afirmou.

Ano eleitoral

Após o discurso do governador, o presidente da ALE, deputado Luiz Dantas (PMDB) também fez um breve balanço das ações da Mesa Diretora no ano passado e disse esperar que a Casa trabalhe bem, em sintonia com as expectativas do governo e da população.

Em entrevista aos jornalistas antes da sessão, Dantas contou ainda que, embora este seja um ano complicado, devido ao pleito eleitoral, espera conduzir o parlamento com o equilíbrio necessário.

O presidente da Casa afirmou também que não pretende, como já ocorreu em outros anos eleitorais, reduzir o número de sessões ordinárias – que ocorrem às terças, quartas e quintas - :“Continua do mesmo jeito”.