1eb6dff6 c4f8 4e78 bb04 58c0215ab3d0

A morte dos dois trabalhadores durante um reparo a uma tubulação de esgoto no bairro da Jatiúca poderia ter sido evitada caso eles estivessem usando os equipamentos de segurança necessários para executar a atividades.  Infelizmente, o número de acidente de trabalho em Alagoas ainda chama atenção dos órgãos fiscalizadores pela sua grande quantidade de registro.

 

Somente em 2017, o Ministério Público do Trabalho registrou mais de 1.500 acidentes em locais de trabalho e a preocupação maior é levantada pelo auditor fiscal do trabalho, César Marques que a afirma que 99% desses registros poderiam ser evitados se houvesse um maior empenho das empresas.

 

Segundo ele, a maioria dos acidentes é provocada pela própria empresa que não cede os equipamentos de segurança necessários ou deixa falta o treinamento específico para determinadas funções. Os dois trabalhadores mortos não usam nenhum tipo de segurança quando desceram na tubulação durante a realização de um trabalho em uma obra da Secretaria de estado da Infraestrutura (Seinfra) no bairro da Jatiúca, em Maceió.

 

As vítimas faziam reparos em uma tubulação de esgoto, e prestavam serviço ao órgão. Após buscas do Corpo de Bombeiros, o funcionário que estava desaparecido foi resgatado sem vida.

 

De acordo com informações da Seinfra, o caso ocorreu quando uma enxurrada de água atingiu o bueiro em que ambos trabalhavam. Adeilson Batista da Silva, 23 anos, que trabalhava dentro do bueiro, foi levado pela enxurrada de água e desapareceu. Já Cícero Porto da Silva, 45, tentou salvar o colega de trabalho, e faleceu no local. 


Casos como esse, segundo Marques, também poderiam ser evitados caso o número de funcionários responsáveis por fazer a fiscalização e a investigação das denuncias apresentada fossem suficientes. Conforme dados, nos últimos três anos o número de auditores do trabalho atuando em todo estado reduziu de 50 para 30. “Com isso existe uma sobrecarga nas atividades do trabalho e nem todos os casos conseguem ser investigados”, disse ele.

 

Responsável pela obra onde os trabalhadores morreram, a empresa Engenharia de Materiais LTDA (Engemat) disse que está prestando apoio aos familiares dos trabalhadores.

 

Em nota, a Engemat disse que nunca registrou qualquer acidente grave de trabalho nas suas obras e que a obra está com toda a documentação regularizada, inclusive com as exigências do Programa de Condições e Meio de Trabalho na Indústria da Construção Civil. Além disto, a Engemat disse que no momento do acidente, a obra contava com todos os equipamentos de segurança exigidos por lei.