D14a9a27 f4fd 47ab 8da1 5afb0132cd80

Após o vídeo que circulou em diversas redes sociais onde uma criança de dois anos aparece sendo maltratada por uma professora da Escola Vovó Elália, a instituição de ensino enviou nota à imprensa na tarde desta sexta-feira, dia 02, alegando que o pai do menor, Paulo Soares Teixeira, depois do fato, teria se reunido com a escola para relatar o acontecido e pediu “que se o caso fosse guardado de forma tumular a escola teria que arcar com o pagamento de uma “indenização” no importe de R$30 mil” do contrário ele o tornaria público.

Ao verificar as imagens do circuito interno de câmeras do estabelecimento e constatar o fato a escola esclareceu ainda que a professora “Nadja Souza Da Silva Buarque, injustificadamente, pegou com suas mãos nos bracinhos de uma criança deixando marcas (vermelhidão) nos locais afetados” já foi demitida por justa causa.

Diante do pedido de dinheiro feito pelo pai da criança, que deveria estar focado no bem estar e segurança de seu filho acima de qualquer coisa, a escola disse ainda que “entendeu tratar-se de uma “proposta”  despropositada”.

LEIA MAISPai denuncia que filho de dois anos foi agredido por professora de escola particular

Confira abaixo a nota na íntegra.

A Escola Vovó Eulalia, representada neste ato por sua titular Maria Isabel Freitas Daniel, vem de público, prestar os devidos esclarecimentos sobre o fato ocorrido no dia 23 de janeiro próximo passado;

Lamentavelmente a professora Nadja Souza da Silva Buarque, injustificadamente, pegou com suas mãos nos bracinhos de uma criança deixando marcas (vermelhidão) nos locais afetados pelo gesto da referida professora;

Que os pais da criança perceberam os braços da criança marcados e se dirigiram a escola; e, em chegando na mesma procuraram saber o que ocorreu;

Verificando-se as câmeras percebeu-se, claramente, o que realmente havia ocorrido e ato continuo a Escola Vovó EULALIA demitiu a professora sumariamente por justa causa.

Pois bem, os pais da criança levaram a mesma, afirmando que ali ela não ficava mais para estudar. E, no dia seguinte o Sr. Paulo, genitor do menor, através de seu advogado, Dr. Denarcy telefonou para a representante da Instituição Educacional solicitando uma reunião com a mesma, cujo evento ocorreu no escritório do referido profissional.

Veja, na reunião foram discutidos dois pontos, sendo eles o seguinte:

1. Qual a providência que a escola teria tomado com relação à professora? O que foi respondido que a professora havia sido demitida por justa causa;

2.  O Sr. Paulo disse que não havia comentado nada com ninguém a respeito do ocorrido, pois se tornasse público iria expor as outras crianças que estudam na mesma sala. Contudo para que o assunto fosse guardado de forma tumular a escola teria que arcar com o pagamento de uma “indenização” esta no importe de R$30.000,00 (trinta mil reais), caso contrário o assunto iria se tornar público, pois o Sr. Paulo iria colocar em jornais e nas redes sociais. E, foi concedido um prazo para que a Escola se pronunciasse sobre a proposta.

Que, no dia 01 de fevereiro a Sr.ª Isabel retornou ao escritório do Dr. Denarcy Souza e Silva; e, na oportunidade afirmou que não tinha condições de pagar o valor proposto para manter o sigilo sobre o ocorrido, pois o máximo que poderia pagar seria R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para as despesas do advogado e que o que cabia à escola ela fez, ou seja, demitir a funcionária em por justa causa e relatar o ocorrido para os pais da turma.

 Esclarece que nas duas reuniões ocorridas no escritório do Dr. Denarcy, a escola se fez representar por sua titular, Sra. Maria Isabel Freitas Daniel, a qual se fez acompanhar de seu advogado Gilberto Lamarck de Oliveira, o qual participou ativamente da reunião. 

Ou seja, os fatos expostos na mídia pelo Sr. Paulo Soares Teixeira Filho realmente ocorreu, lamentavelmente uma irresponsável praticou os atos reportados na noticia que se lê nas redes sociais, porém, o pai do menor, Sr. Paulo, só esqueceu de dizer que exigiu R$30.000,00 (trinta mil reais) para ficar calado, ficando claro a chantagem;

A Escola Vovó Eulália tem quase 20 anos no mercado e nunca, em nenhuma oportunidade se descuidou de seus alunos, nunca foi negligente com suas obrigações e lamenta profundamente o fato ocorrido, aproveitando o ensejo para expressar sinceras desculpas aos pais do menor, bem como agradecer a todos os pais que estão apoiando a escola e confiando em nossos serviços.

A Escola Vovó Eulália declara que está de portas abertas para dar explicação a todos os pais de alunos que estudam na mesma e espera contar com a compreensão de todos, deixando claro que não cedeu as chantagens que exigiam o importe de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) primeiro porque não dispõe de tal valor e em segundo lugar porque entendeu tratar-se de uma “proposta”  despropositada e por não ter sido  atendido a proposta do pai do aluno, o mesmo cumpriu o que prometera fazer caso não lhe  fosse pago o valor supra mencionado.

Atenciosamente

Isabel Daniel


Diante dos fatos ocorridos e noticiados durante todo o dia de hoje, nas mídias de grande circulação no Estado, o Escritório Souza e Silva vem à público esclarecer que: Em momento algum o escritório, seus sócios, associados ou os pais da criança envolvida no incidente pretenderam extorquir a escola. A escola procurou o pai da criança e tentou uma composição amigável, prometendo colaborar com a apuração do ocorrido e fazendo uma proposta de composição de danos cíveis, o que foi rechaçado de imediato quanto a não divulgação do episódio. A ação penal face a agressora já está em curso em sua fase inicial e até o presente momento sequer já se tinha deliberado acerca de uma ação civil em face da escola, mas depois das últimas declarações por ela prestadas parece inevitável essa medida judicial. Lamentamos profundamente a tentativa da escola em desacreditar a família Soares Teixeira de sua dor, tendo em vista que as imagens e o vídeo falam por si só. Na mesma oportunidade o escritório reitera seu compromisso com a sociedade alagoana e se coloca a disposição para esclarecer eventuais dúvidas. O Escritório irá tomar as medidas judiciais necessárias em razão da falsa imputação a ele atribuída pela desesperada nota da Escola Vovó Eulália.

Atenciosamente, Souza e Silva Advogados.