Crédito: Agência Brasil 6683277c 2127 4d73 bd13 051876192cc7 Renan Calheiros

De acordo com o Estadão e com a Revista IstoÉ, um dos avos da Operação da Polícia Federal, desencadeada na manhã de hoje (A Pausare), que tem como mira um esquema de desvio de recursos previdenciários do Fundo Postalis, o Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos, tem como alvo - em Alagoas - um nome conhecido do senador Renan Calheiros: o empresário Milton Lyra. 

Ele é apontado, conforme os veículos de comunicação, como operador do senador alagoano do PMDB/AL. A operação vai durar 48 horas e está concentrada em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Alagoas. 

O outro alvo é o ex-presidente do Postalis, Alexej Predtechensky. 

Em relação a Milton Lyra, o Estadão destaca que ele é investigado no mesmo inquérito que Renan Calheiros por suposta atuação em investimentos fraudulentos do Postalis. Lyra teria recebido R$ 13, 8 milhões de fundos em que o Postalis é cotista. 

“A partir da análise documental do Relatório de Inteligência Financeira nº 20044, pode-se verificar que Milton Lyra teve movimentação financeira de forma indireta com o Postalis no montante de R$ 13.898.693,85 por meio de recebimento de valores dos Fundos de Investimento da Atlântica Real Sovereign Fundo de Investimento e da Brasil Sovereign II Fundo de Investimento de DI, visto que ambas tem a Postalis como cotista”, consta no pedido de abertura da investigação feito pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Renan Calheiros já foi citado no caso Postalis. Em agosto de 2017, o senador alagoano foi alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal para apurar se ele se beneficiou do esquema. Na época, Calheiros negou irregularidades por meio de sua assessoria de imprensa. Ele disse o seguinte: "Essa é uma história requentada e mais uma acusação do procurador sem provas. O ministro Teori devolveu uma denúncia contra mim considerando-a inepta e outra já foi arquivada. Essa também será porque nunca tive lobista ou operador”. 

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