Foto: Reprodução / Internet 62fb6ed5 6a9a 499c ac1f 0df948a98bbb Senador Fernando Collor

A candidatura à presidência do senador alagoano Fernando Collor de Mello (PTC) foi cogitada também na primeira pesquisa de intenções de votos do Data Folha, após o próprio Collor ter se lançado na corrida presidencial. 

Collor nada tem a perder. Se realmente for candidato, pode ser derrotado e retornar ao Senado Federal para os próximos quatro anos de mandato. Só então, depois desse período, é que realmente surge uma eleição que de fato mereça seu empenho. Ela será local e Collor precisará de um partido para chamar de seu. 

Fernando Collor de Mello ao se mostrar como alternativa pensa em uma série de circunstâncias, inclusive na pequena sigla onde é a “estrela” e no futuro que envolvem ambos. Aposto nisso. 

Nas intenções de voto - segundo a pesquisa eleitoral - figura com poucos pontos percentuais e tem a segunda maior rejeição. É que ainda ecoam na memória do brasileiro acontecimentos de sua presidência, como a questão envolvendo a poupança. 

Não bastasse o passado, Collor - em presente recente - foi personagem carimbado nas investigações da Operação Lava Jato. Se inocente ou culpado, é com a Justiça. Creio que ele mereça todo o amplo direito à defesa e o benefício de certas dúvidas. Mas as acusações, a frota de carros luxuosos sendo fotografada, tudo isso pesa na opinião pública. Isto, sem contar com as posições que teve no Senado Federal antes do impeachment, onde era um dos homens fortes dos governos petistas. 

Era parte do estamento burocrático dos últimos anos e, agora, se vende como alternativa. Ora, Collor não é alternativa alguma. A candidatura que ensaia sequer encontra musculatura, como mostra a pesquisa de intenção de votos do Data Folha, por mais que existam erros na metodologia dessas medições. A candidatura de Collor é uma ópera bufa, utilizando-me do jargão lá do século XVIII. Não porque Collor queira que assim seja, mas pelo conjunto de fatos que a envolvem. 

Mas, é mais um nome a nacionalizar o processo eleitoral em Alagoas. Um Collor e dois Renans. Vai dar muita manchete, podem ter certeza. 

No mais, como disse nas redes sociais, Fernando Collor de Mello é candidato de si mesmo na busca pela sobrevivência futura de manter a tribo do cacique sem índio! Dentro de Alagoas tem densidade eleitoral considerável. Fora de Alagoas, ainda tem fãs e admiradores. Mas, não o suficiente. O ar imperial de Collor o faz ser sempre uma esfinge solitária. Respeitada pelos outros caciques, mas solitária, a definir seus caminhos no jogo eleitoral...

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