Edmílson Teixeira/ foto de 2015 4de34e38 1513 46e7 bc6d dd2e23387ee4 O Bloco Gente que Faz ganhou fama pelo número de foliões que comparece a cada ano

O clima de rivalidade política, sobretudo entre famílias, marca presença neste Carnaval na cidade do Pilar. É que o “Bloco Gente que Faz” que há 20 anos mantém uma tradição de alegria carnavalesca sem igual, sobretudo liderada pelo ex-prefeito Carlos Alberto Canuto, acaba de publicar nota de repúdio, dando conta de que a Prefeitura está fazendo sabotagem, a fim de impedir seu desfile este ano. Por conta disso, foi que seus organizadores resolveram se afastar dos festejos de momo 2018.

“Está bem claro que tem gente dentro da Prefeitura, que articulou uma sabotagem, a fim de implicar o desfile do bloco Gente que Faz. Veja bem; agendaram para a mesma data, horário e local que tradicionalmente a gente desfila ao longo de duas décadas, a presença de outro bloco formado por pessoas que não se afinam com o nosso lado; ou seja, articularam essa armação com o intuito de implicar o clima de paz na cidade”, disse Canuto, entendendo que o melhor caminho foi o de não desfilar, como forma de evitar um provável confronto entre os foliões.

Portanto, o bloco ‘Gente que Faz’ decidiu ficar de fora, temendo um clima de violência, sobretudo numa cidade que detém um alarmante histórico de criminalidade sem precedência em Alagoas. O atual prefeito, Renatinho (PSDB) é sobrinho de seu antecessor, Carlos Alberto Canuto (PMDB), cujo grau de parentesco, ao que parece, não influiu em coisa alguma entre ambos, principalmente quando o assunto é política. Pois hoje o que está em jogo nessa família é palavra rivalidade!