Divulgação Fbec2a7e 41dd 45be 8caf 8e57871a73a7 Crítica de Maze Runner: A Cura Mortal

Finalmente estreou o tão esperado Maze Runner: A Cura Mortal, que encerra a trilogia de uma das melhores, senão a melhor, adaptação de livro com tema teen após três anos desde que o segundo filme foi lançado, lá em 2015, quando um acidente grave durante a produção quase tira a vida de Dylan O’Brien.

Frenético, o terceiro longa da trilogia Maze Runner não vai deixar nem os fãs filmes e nem dos livros tristes. Com um visual impecável, cenas de ação bem coreografadas e diálogos bastante interessantes, A Cura Mortal deixa um ar de quero mais ao final. Sem dúvida alguma, o “novato” diretor Wes Ball, que tem apenas a trilogia em seu currículo, vai deslanchar na carreira.

Mais conhecido como diretor de efeitos visuais, a Fox apostou em Wes e acertou em cheio. Talvez até um medalhão não acertaria da forma que o diretor acertou. A produção que custou US$ 62 milhões entrega um material de primeira qualidade, coisa que em filmes como Liga da Justiça e Guerra Civil, com um orçamento altíssimo, deixaram a desejar.

Em A Cura Mortal o efeito é contrário. Apesar da gravidade do que ocorreu com O’Brien, o mal veio pelo menos para um bem. O tempo “extra” resultou em um trabalho mais impecável nos efeitos e no roteiro. O melhor de tudo é que Dylan voltou muito melhor que antes.

O ator, que interpreta Thomas, voltou com força total, dando jus ao papel principal da franquia. Dylan lembra muito Tom Cruise lá no início da carreira e no deslanche em Missão Impossível. Quem sabe não teremos um novo astro dos filmes de ação? (Se é que ele já não é!)

Muitas palmas para a equipe técnica, desde o figurino, até a mixagem de som e a trilha sonora. A Cura Mortal deixa o espectador vibrante em meio aos diversos tiroteios, perseguição e explosões apresentados no longa. O terceiro Maze Runner soube beber da fonte de Mad Max, construindo algo totalmente novo e extraordinário.

O maior pecado de Wes Ball foram algumas cenas de ação exageradamente grandes. Ok, gostamos de ação, mas nada em excesso funciona. Pelo menos uns 15 minutos de filme poderiam ser cortados tranquilamente. O acontecimento final também criou um drama melancólico e desnecessário, quando algo totalmente óbvio poderia ter ocorrido, o que pode irritar o público, já que provoca uma tentativa de imbecilizar quem assiste.

A dinâmica do grupo não estava assim tão boa quanto A Prova de Fogo, o que pode ser compreensível, visto que o tempo que passaram longe um dos outros durante as filmagens pode ter provocado um esfriamento. De qualquer forma, a franquia Maze Runner fecha com chave de ouro e por cima, e é isso o que importa.