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Uma família está acusando o Hospital Carvalho Beltrão, localizado no município de Coruripe, região Leste do estado de Alagoas, de cometer negligência médica e ser responsável pela morte de um bebê, que faleceu na madrugada desta quinta-feira (25).

Em entrevista ao CadaMinuto, o pai da criança, identificado como Ian Joaquim da Silva, de 28 anos, relatou que os problemas com o hospital tiveram início no dia 15 de janeiro, quando a mãe estava com 41 semanas e dois dias de gestação.

“Minha esposa estava sentindo fortes dores no dia 15, e ao chegarmos ao hospital fomos informados que ainda não estava no momento do parto. Fomos aconselhados a voltar para casa e aguardar” disse ele.

De acordo com Ian, essa situação se repetiu algumas vezes até o dia do óbito. “Chegaram a dizer que era pra gente vir apenas em último caso, já estávamos constrangidos de procurar o hospital e não sermos atendidos” continuou.

Na madrugada do dia 25, os pais teriam voltado a procurar o hospital devido as contrações. Porém, segundo o relato do pai, antes mesmo de examinar a gestante a enfermeira de plantão teria afirmado que ainda não estava na hora de realizar os procedimentos.

“Só de ver a gente ela disse que ainda não estava na hora, mas nos recusamos a sair do hospital. Minha esposa estava com muitas dores, então ela teve que tirar os batimentos do bebê, que ainda estava vivo” explicou ele.

Ainda de acordo com o pai, a enfermeira só teria voltado novamente às sete da manhã, quando o bebê já havia entrado em estado de óbito. “Ela voltou cinco horas depois, e ficou meia hora tentando ouvir os batimentos do meu filho, sem conseguir. Depois disso nos encaminharam para a sala de ultrassom e já foi constatado o falecimento”.

Ian afirmou ainda que vai procurar o Ministério Público para abrir um processo contra o Hospital. “Nosso bebê não morreu em casa, ele estava no hospital, e esperaram até o último momento para fazer alguma coisa. Está sendo difícil lidar com essa nova realidade. Vou procurar meus direitos e lutar até o fim. Segunda-feira vou ao MP” disse ele.

Sobre a polêmica, o diretor e proprietário do hospital, identificado como Francisco Beltrão, informou que o que provavelmente aconteceu foi uma perda de movimento uterino por parte da gestante, não negligência hospitalar. “Ela entrou em trabalho de parto normal e no meio do processo aconteceu uma atonia uterina. O últero dela perdeu a força pelos processos de cicatrização anteriores, visto que já era o quarto filho do casal” explicou.

Ele afirmou ainda que na hora do ocorrido o hospital contava com cirurgião geral, técnico em enfermagem e anestesista. “Todas as medidas foram tomadas, mas fatalidades acontecem. O hospital estava preparado para recebê-la e ela havia entrado em trabalho de parto natural. Todos os profissionais estavam no local. Está havendo um mal entendido" finalizou ele.

*Estagiária