Foto: Assessoria F6872273 b03e 4d46 9c73 6b0b673d73d4

O estudo detalhado sobre a situação das lagoas Mundaú e Manguaba foi realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) e apresentou as intervenções necessárias para sanar o problema de assoreamento das lagoas

Ainda durante agenda em Brasília, o prefeito de Marechal Deodoro, Cláudio Filho Cacau, esteve no Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil onde, ao lado do ministro Maurício Quintella, participou da apresentação do projeto de desassoreamento das lagoas Manguaba e Mundaú, que banham o município de Marechal Deodoro, além de parte da região Metropolitana.

O estudo, realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), mostra, de forma rica e detalhada, as intervenções que precisam ser realizadas no Complexo Lagunar Mundaú-Manguaba, para sanar com os problemas das lagoas causados pelo assoreamento, que aferam os municípios de Marechal Deodoro, Maceió, Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco e Pilar.

O assoreamento das lagoas é um processo natural, mas que devido a ação do homem foi acelerado. Quando o homem retira a mata ciliar e as matas de encostas, no período de chuvas, os sedimentos escorrem e ficam depositados no fundo das lagoas. Com o tempo, o acumulo de sedimentos caba diminuindo a profundidade e, como as lagoas não possuem correntes como rios e mares, não tem força para empurrar estes sedimentos e acabam formando bancos de areia.

Entre os problemas causados pelo assoreamento estão a impossibilidade de navegação, redução da quantidade de peixes na lagoa e o risco de enchentes nos períodos chuvosos, já que a capacidade de acumulo de água fica reduzida. A solução para isso é o desassoreamento, que é realizado com a ajuda de dragas, que retiram os sedimentos do fundo da lagoa, aumentando a profundidade.

Após a apresentação do estudo no Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, o projeto de desassoreamento foi aprovado.

“É um estudo complexo e que nós não tínhamos desenvolvido ainda no Ministério. Agora precisamos mobiliar a bancada federal, Governo do Estado e prefeitos para garantir os recursos e obter o financiamento para a execução da obra”, disse o ministro Maurício Quintella.

Para o prefeito Cacau, a aprovação do projeto é um grande passo para melhorar a vida das famílias que sobrevivem das lagoas e para evitar novas cheias.

“É um projeto importante para Marechal Deodoro e para Alagoas. A aprovação é o primeiro passo para dar seguimento ao projeto. Então agora vamos correr em busca de recursos para que nos próximos meses possa iniciar as obras e devolver às famílias deodorenses e dos municípios banhados pelas lagoas o pescado, a navegabilidade, o que ajuda no turismo e o sustento de milhares de famílias”, disse o prefeito.