CadaMinuto 469a9aad bd55 4be4 bc7a f7051d4aaf73 Governador Renan Filho

O governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), que foi um dos cicerones do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), quando a caravana do petista esteve em Alagoas, comentou sobre o julgamento de Lula, no Tribunal Regional Federal, que está marcado para o próximo dia 24 de janeiro. 

Renan Filho espera contar com o Partido dos Trabalhadores em seu palanque em Alagoas. PMDB e PT estiveram unidos em diversas eleições, mas houve uma ruptura em 2016 quando o PMDB lançou o deputado federal Cícero Almeida para a Prefeitura de Maceió e o PT lançou o deputado federal Paulão (PT). 

Almeida chegou ao segundo turno, mas ambos foram derrotados pelo atual prefeito Rui Palmeira (PSDB). 

Após o processo eleitoral, as conversas entre PT e PMDB retornaram. O PT não tem espaços na máquina estadual, mas não está descartada uma aliança eleitoral. Nacionalmente, o pai do governador - o senador Renan Calheiros (PMDB) - é um defensor de Lula e gravou até vídeo se opondo a sentença do juiz federal Sérgio Moro, que condenou o ex-presidente a nove anos de cadeia. Lula, que recorre em liberdade, terá o destino decidido pelo TRF da 4ª Região. 

Para Renan Filho, o próximo julgamento de Lula “é uma oportunidade para que a Justiça Brasileira se posicione sobre casos de grande repercussão”. Todavia, deu a entender que é contrário a manutenção da condenação do presidente. “Eu sou daqueles que acha que quem deve decidir quem será o próximo presidente é o povo e não a Justiça. Que se dê a oportunidade de todo mundo concorrer. O povo é que deve ir às urnas e colocar lá o dedinho para definir quem vai comandar o país e aquele que tiver mais voto será o presidente”. 

A questão central é que existe uma inversão na lógica do discurso de Renan Filho. A narrativa de que Lula será condenado ou absolvido em função de uma candidatura não pode prevalecer para a Justiça. 

Pouco importa se Lula é ou não pré-candidato à presidência. O que importa são os atos por ele cometidos e que foram alvos de investigação. Lula não é julgado por ser candidato ou não, mas sim por ser apontado - neste processo - em crimes como recebimento de propina, ocultação de patrimônio dentre outros. 

Se uma eventual condenação lhe retira a possibilidade de se candidatar é uma consequência e não o “mote principal”. Não há, portanto, qualquer ataque à democracia. 

E independente do julgamento ser de grande ou pequena corrupção, a lei é válida para todos. É sobre ela (e somente sobre ela) que os membros do TRF devem se apoiar para avaliar a condenação de Sérgio Moro e os elementos probatórios que o juiz levou em consideração. Nada além disso. E assim deve ser neste e em outros processos que o ex-presidente enfrenta. Simples assim! 

Estou no twitter: @lulavilar