Ilustração 01c016fe 5aa8 4098 8675 838b54df012b Fórum de Girau do Ponciano

De um lado, funcionários com salários atrasados e em greve desde 26 de dezembro. Do outro, prefeito da cidade de Campo Grande, Arnaldo Higino, alegando impossibilidade de pagar as folhas. Entre eles, o Ministério Público Estadual (MPE), representado pelo promotor de justiça Kleber Valadares, autor da convocação de audiência pública para tentar resolver a situação em Campo Grande, cidade da Região Metropolitana do Agreste.

O promotor de justiça responsável pelas comarcas de Girau do Ponciano e Campo Grande foi procurado nesta quarta-feira (03) por representantes dos dois lados da questão. Os servidores cobram pagamento do 13º salário para parte do funcionalismo municipal de 2017 e folhas do final do ano de 2016 (13º e salário de dezembro), além de abono salarial.

Kleber Valadares também recebeu representantes da prefeitura de Campo Grande, município cujo gestor foi detido após receber dinheiro das mãos de empresário, suposto pagamento de propina em esquema investigado pelo MPE. Com a prisão de Arnaldo Higino, o governo caiu no colo de Igor Higino, vice-prefeito e filho de Arnaldo Higino.

“O salário está atrasado e a gestão afirma que é em decorrência de computadores da gestão terem sido apreendidos, enquanto os servidores do município afirmam que é possível ser feito esse pagamento, ainda que os computadores tenham sido apreendidos em operação coordenada pelo Ministério Público”, declarou o promotor de justiça ao 7Segundos.

Segundo Ivan Ponciano, presidente do Sindcamp, a justificativa da prefeitura não tem sustentação. “Nós fomos informados que isso não procede, o procedimento pode ser feito de qualquer computador e, se houver dificuldade, o gestor do sistema pode resolver”, declarou o sindicalista ao repórter Jânio Barbosa.

O vice-presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande apoia a reivindicação dos servidores e falou sobre o que o parlamento está fazendo. “Nós estamos preparando uma investigação nas contas da prefeitura, já pedimos os extratos de 2017 e de 2016, quando o gestor anterior era o sobrinho do atual prefeito, então tudo o que a Câmara está podendo fazer para o povo de Campo Grande estamos fazendo com o Ministério Público”, afirmou José Aldo.

Para tentar solucionar essa questão, funcionários, representantes do governo e da Câmara têm encontro marcado amanhã (quinta-feira, (04), a partir das nove horas, no fórum de Girau do Ponciano, local da audiência pública convocada pelo MPE.