Foto: Lisa Gabriela/Cada Minuto C6aa3295 d992 4ea0 b489 cbfc0431493a Coletiva na sede do MP

Uma coletiva de imprensa foi realizada na manhã desta quinta-feira (28), na sede do Ministério Público Estadual (MPE) para que membros das Polícias Civil (PC) e Militar (PM) concedessem mais informações sobre o grupo de extermínio que foi preso na manhã de hoje. Conforme o delegado Carlos Reis, pelo menos nove homicídios foram praticados pelo bando que recebia dinheiro para matar pessoas. Dentre os presos, estão dois policiais militares identificados como Cicero Vasconcelos de Lima Junior e Fernando Gomes.

Ainda conforme o delegado, as vítimas teriam ligação entre si e duas delas foram mortas por motivação passional. Após nove meses de investigações, foi constatado pela polícia, nove crimes em União dos Palmares e adjacências.

“Foram mortos: Edilma Maria da Silva, Romildo Gomes da Silva; José Alysson da Silva Cavalcante; Vicente Fabrício Vasconcelos da Silva; José Adilson da Silva; José Jackson Miguel da Sailva; Ernande Carlos da Silva e o professor de educação física, Luan Douglas dos Santos”, citou o delegado.

O promotor de Justiça, Hamilton Carneiro, informou que duas investigações formais instauradas  estão ligadas ao grupo de extermínio. “Foram expedidos 13 mandados de busca e apreensão e oito de prisão, mas alguns de prisão não foram cumpridos já que os alvos não foram encontrados”.

Fraudes

O promotor disse à imprensa que na casa de Francisco, um dos presos na operação, foi encontrada uma mala com várias carteiras de trabalho e carimbos de cartórios da região. “Além disto, encontramos várias identidades que seriam falsificadas, cartões de créditos e uma pistola”.

Para Hamilton, esses materiais encontrados levantam uma nova suspeita. “Vamos investigar se há uma possível fraude e coletar mais elementos para provar”.

Projéteis foram analisados

O delegado Carlos explicou que o Instituto de Criminalística (IC) fez uma comparação dos projéteis retirados de todas as vítimas para que fossem comparadas com as armas apreendidas. “Foi um trabalho de paciência”, destacou Reis.

Segundo ele, quando a polícia apreendeu um revólver 38 modelo ciclox de número e473262, a arma foi periciada e na comparação com os projéteis ficou constatado que as vítimas foram mortas com a mesma arma.

“No caso do Alysson, por exemplo, trabalhamos com testemunhas também. Duas pessoas estavam dentro do carro e o assassinos não perceberam. Com isso, eles identificaram quem foram as pessoas que efetuaram esses tiros. Desta forma, conseguimos fazer a produção de provas em âmbito pericial. Já com relação aos demais, a produção foi por meio de provas testemunhais", contou Reis.

As motivações das mortes das outras vítimas não foram esclarecidas, mas pelo menos duas delas foram motivadas por questões passionais: a do Alysson e o caso do educador físico, que ainda segue em investigação.

*Estagiária