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O prefeito de Arapiraca Rogério Teófilo (PSDB) voltou atrás e vai colocar goela a baixo o aumento da taxa de iluminação pública. Em atenção ao pedido do gestor a presidente da Mesa Diretora Graça Lisboa (PDT) convocou os vereadores para a sessão extraordinária na tarde desta sexta-feira (29) Sem uma discussão ampla com a população e a realização de uma audiência pública conforme ficou definido na última sessão ordinária.

O prefeito conta com maioria no Legislativo para aprovação do Projeto de Lei nº 22/2017 que prevê reajuste na Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip) para a população arapiraquense.

O projeto foi encaminhado para a Casa Legislativa no último dia 12 deste mês de dezembro em regime de urgência e seria colocado em votação na sessão ordinária do último dia  19 deste mês de dezembro.

Depois de muito apelo popular e reação da população nas redes sociais e nas emissoras de rádio, os vereadores decidiram adiar a votação para o próximo ano, inclusive com a realização de uma audiência pública para a participação dos moradores.

A sessão extraordinária, convocada pela presidente Graça Lisboa, a pedido do prefeito Rogério Teófilo, está marcada para as 14h30 desta sexta-feira. (29) na sede do Legislativo na Avenida Rio Branco.

Dos 17 vereadores, apenas cinco declararam voto contrário ao reajuste na tarifa da iluminação pública. São eles: Moisés Machado (PDT), Rogério Nezinho (PMDB), Léo Saturnino (PMDB), Sérgio do Sindicato (PPS) e Fábio Henrique (PC do B). O pastor Marcos Caetano que está no primeiro mandato, é um dos mais ferrenhos defensores do projeto do prefeito, que vai penalizar  ainda mais a população de Arapiraca.

Os demais vereadores não se pronunciaram até o momento, mas as informações dão conta que os doze vereadores votam a favor do projeto para reajuste da tarifa da iluminação pública. De acordo com o projeto, os valores cobrados à população estariam defasados desde o ano de 2005, e a alteração na lei seria para corrigir a tarifa. 

No documento, o prefeito alega que os novos valores afetariam uma pequena parcela dos contribuintes. Contudo, os vereadores de oposição não concordam com a justificativa e prometem mobilizar a população, sensibilizar os demais colegas, para que o projeto não seja votado sem a realização de uma audiência pública.