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Viaduto vai reduzir acidentes e congestionamentos num dos pontos mais movimentados da capital, por onde passam mais de 50 mil veículos por dia, e a dragagem vai aumentar em 30% o movimento de cargas

Nesta quarta-feira (27/12), o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPA) liberou R$ 51,5 milhões, sendo R$ 46,2 milhões para a construção do Viaduto da PRF, em Maceió (AL) e outros R$ 5,3 milhões para a dragagem do porto, também no estado de Alagoas.

Com a liberação de hoje, já foram disponibilizados R$ 63,2 milhões para a construção do viaduto, de um total de R$ 77 milhões previstos. A obra, localizada no entroncamento entre as BRs 104 e 316, vai garantir a trafegabilidade na região metropolitana da capital alagoana, além de reduzir os acidentes e congestionamentos neste trecho por onde passam cerca de 50 mil veículos por dia. 

A verba para o viaduto, liberada pelo ministro dos Transportes, Maurício Quintella, ao governo do Estado, será repassada ao Consórcio Rotatória Rodoviária (S. A. Paulista/Astec), vencedor da licitação de 2016. As obras, que incluem, além do viaduto, uma rotatória, duas trincheiras, uma faixa de passeio e ciclovia, tiveram início em outubro deste ano e devem ser concluídas até o fim de 2018. 

DRAGAGEM 

Quintella também liberou os R$ 5,3 milhões que faltavam para a conclusão das obras de dragagem do Porto de Maceió. O valor soma-se aos R$ 26,4 milhões que já haviam sido empenhados em outubro deste ano, totalizando R$ 31,7 milhões. Assim, põe fim a uma espera de 20 anos pela dragagem que vai proporcionar ao porto aumentar sua movimentação de cargas e receber grandes navios de turismo. O contrato para a obra foi assinado pelo ministro junto à empresa belga Jan de Nul, vencedora da licitação.

“Esta obra é esperada há décadas não apenas pelos operadores e pela comunidade portuária, mas também pelo estado inteiro. Nosso próximo passo é finalizar os procedimentos para a licitação do terminal de passageiros, fundamental para que o Porto se prepare para receber navios transatlânticos”, afirmou Quintella. 

Os trabalhos para o aprofundamento do porto incluem o canal de acesso, a bacia de evolução e os berços. O prazo para execução de vigência do contrato com a empresa é de 13 meses, a partir da assinatura, sendo nove para a execução do serviço de dragagem.

Atualmente, a profundidade está para embarcações com calado de até 9 metros. Com a dragagem será expandido para 11 metros, que possibilitará o atracamento de navios de maior porte. O volume estimado a ser dragado é de mais de um milhão e cem mil metros cúbicos de sedimentos.

Para o ministro, os ganhos para a região após a conclusão da obra são expressivos. A expectativa é de que a obra traga mais dinamismo para a economia do estado alagoano, com geração de empregos, contribuindo para o desenvolvimento de toda esta região nordestina.

BENEFÍCIOS 

 Esperam-se aumento de 20% a 30% na movimentação de cargas após a conclusão da dragagem, que vai proporcionar redução de custos e maior rapidez nas operações dos navios graneleiros, que devem passar da média atual de 40 mil toneladas por porte bruto (TPB) para até 60 mil.

A obra também vai viabilizar o recebimento, em Maceió, de mais cargas e navios, tornando viável, inclusive o atracamento de navios transatlânticos, atraindo milhares de turistas para a região.

O PORTO 

Até agosto de 2017, o Porto de Maceió já movimentou mais de um milhão e meio de toneladas (60,33% exportações e 39,67% importações). O porto é o maior exportador de açúcar da região Nordeste e tem capacidade de escoar quatro milhões de toneladas por ano.

Possui 08 berços de acostagem adequados para realização de operações de carga ou descarga de mercadorias, abastecimento, movimentação de passageiros e receber suprimentos. Além disso, cinco armazéns sendo quatro externos e um interno no Cais Comercial. Sua operação de domingo a domingo e o canal de acesso tem 120 metros de largura.