Foto: Cada Minuto/ Arquivo 8cdecea4 0c90 484f acc5 4dbea765bfdc Rui Palmeira

O Tribunal de Contas do Estado de Alagoas precisa dar uma resposta imediata ao prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB). A denúncia que ele faz, neste fim do ano, é gravíssima.  Por sinal, é até de se questionar o porquê de ter esperado tanto para fazê-la já que, como o próprio prefeito diz, trata-se da emissão de um documento simples que apenas depende da assinatura da presidente do TCE/AL, Rosa Albuquerque, e há quase três meses se espera. 

Rui Palmeira - como posto na manchete principal do CadaMinuto - acusa o Tribunal de se utilizar de movimentos baixos para atrapalhar a vida do povo de Maceió. Rui Palmeira, nas vistorias do PAM Salgadinho, desabafou sobre a demora de emissão de uma certidão que deveria ter sido concedida pelo TCE para que a capital alagoana receba R$ 400 milhões. 

É óbvio que para chegar nesse ponto, a Prefeitura resolveu esperar mais do que o devido e, creio eu, já deve ter tentado de todas as formas resolver a questão nos bastidores. Todavia, ainda assim é de se estranhar a própria demora - diante de montante tão expressivo para projetos que são considerados prioritários pela própria administração municipal - em expor o caso para a sociedade. 

Por enquanto, o Tribunal segue em silêncio. Eis uma das falas do gestor municipal: “Nós temos o de frente com a lagoa que é um pacote de investimentos com o banco BIG que é para a orla lagunar que melhoraria a habitação, pavimentação e a qualidade de vida, e temos o Nova Maceió que atenderia diversos bairros como o da Santa Lúcia, Gama Lins, Riacho Doce, Garça Torta”.

Segundo Palmeira, a Prefeitura aguarda o documento há mais e 80 dias. Ele acusa a presidência (leia-se: Rosa Albuquerque) de agir de forma deliberada para prejudicar a cidade. A pergunta é: o que o TCE ganharia com isso? Desconfio que, em tendo o prefeito razão, se trata muito mais de incompetência mesmo. Afinal, sendo uma trama política para causar prejuízo deliberado, cabe a entrada do Ministério Público Estadual (MPE) em uma investigação profunda para saber quem são os atores de tal plano.  

Rui Palmeira não poupou críticas e até saiu do seu “estilo” mais parcimonioso para citar nominalmente a influência do deputado Antônio Albuquerque (PTB). Foi além: ainda destacou que há “gente maior por trás do deputado”. Quem? Se Rui Palmeira insinua, que diga os nomes. Seria pelo fato de Albuquerque ser um dos aliados do governador Renan Filho (PMDB) e isso seria um “plano” para brecar ações da Prefeitura de Maceió às vésperas de um ano eleitoral. 

Se é isso que Rui Palmeira quer dizer, que ele diga! Pois, em suas insinuações trata Albuquerque como um “autor material” do enredo. Quem seria a intelectualidade? Vamos lá, prefeito, dê nome a todos os bois...
 

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