Ilustração 40fb0329 d908 4754 bf5e 0233f3a2481b Cidade de Arapiraca

A luta interna que toma conta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), núcleo regional do Agreste, volta a protagonizar mais uma guerra com a Prefeitura de Arapiraca, depois dos quase três meses de greve em 2017, que chegou a ameaçar o ano letivo dos alunos do município. O “racha” agora se transformou em nota publicada ontem pelo sindicato, decretando uma greve de advertência hoje (dia 19 de dezembro), com nova ocupação do Centro Administrativo.

No texto distribuído à imprensa e nos grupos de WhatsApp, os sindicalistas afirmam que “não foram recebidos pelo prefeito, como prometido no fim da greve em agosto”. Por outro lado, a assessoria da Prefeitura também lançou nota no início da noite de ontem, explicando que a reunião com o prefeito se dará hoje, às 17h, por conta de problemas de saúde na família da secretária Mônica Pessoa e de finalização dos dados de um relatório financeiro a ser apresentado aos representantes da Educação.

Vale lembrar que a greve de agosto terminou depois que os trabalhadores da Educação de Arapiraca aceitaram os 2,33% de aumento propostos pela prefeitura, pagos em setembro e retroativos ao mês da data base da categoria, que é abril. O prefeito se comprometeu a voltar a se reunir com o segmento no final do ano, mas segundo a Prefeitura não fixou datas.   

O que os pais de alunos podem se perguntar a essa altura do campeonato é: a quem interessa uma nova paralisação na semana do Natal? A capital de Alagoas, Maceió, por exemplo, deu 0% de aumento em 2017 e não manteve diálogo com a categoria.

Nos municípios de Lagoa da Canoa, Campo Grande, Girau do Ponciano e Limoeiro de Anadia os percentuais aplicados também ficaram abaixo do esperado, enquanto Traipu baixou a progressão vertical de 40 para 20. Em nenhuma dessas localidades, porém, o sindicato agiu da mesma forma quem em Arapiraca.

Há quem diga que o problema reside justamente na forma como o prefeito Rogério Teófilo conduz as negociações, recebendo ele mesmo os sindicalistas, a cada nova onda de ameaças de greve. Outros falam em interesses “de fora”, ou seja, “de outras instâncias políticas”. O fato não é descobrir o “culpado”, mas constatar infelizmente que quem sai prejudicada é a educação de Arapiraca e seus alunos, que não têm nada a ver com a quebra de braços entre sindicalistas e poderes públicos.