Divulgação 55717181 2d61 456b 9d73 3c9a51ea3ca2 Mark Hammil é Luke Skywalker em Star Wars

[POSSÍVEIS SPOILERS A FRENTE!]

Enquanto “Star Wars: O Despertar da Força” se preocupou em ser conservador e fazer quase um remake do episódio IV (Uma Nova Esperança), de 1977, “Os Últimos Jedi” trouxe um novo ar para a franquia e renovou as expectativas para o episódio IX que ainda deve demorar a sair.

Rian Johson se mostrou ser mais incrível ainda do que já era. Além de excelentes trabalhos em Breaking Bad, quando produziu um dos melhores episódios de todos os tempos (Ozymandias), Looper e Vigaristas, o diretor teve de assumir uma responsabilidade enorme ao aceitar um filme gigantesco como Star Wars. E não é que ele deu conta?

A nova trama, bem mais madura que seu antecessor, mostra um Kylo cheio dos Sith, Jedi e da Primeira Ordem. “Os Últimos Jedi” extrapola os limites da comodidade que a franquia apresentava e se desfaz daquilo que te prendia: o medo de ousar. Vemos um Luke fora de si em alguns momentos e como um verdadeiro deus em outros. Uma Rey cheia de dúvidas no início e com a certeza de que algo novo sim deve acontecer, mas não do jeito que Kylo quer.

Em tantos filmes de Star Wars, poucas tiveram tantas reviravoltas como este. Claro, Vader salvando Luke e dizendo que é pai dele é insuperável, mas ver tantos pontos altos no episódio VIII é gratificante. Não podemos deixar os termos técnicos de lado, obviamente. Acredito nunca ter assistido um filme tão bonito esteticamente. Uma verdadeira experiência cinematográfica de blockbuster (aprende Liga da Justiça).

A mixagem de som é outro ponto alto. Os sons totalmente perceptíveis e de extrema qualidade provocam um êxtase em quem assiste e nos faz sentir como se estivéssemos realmente em uma batalha espacial. Se não levar os Oscars nestas categorias, nem acredito mais nessa premiação (coisa que já não faço faz tempo).

A atuação de Mark Hammil é simplesmente impecável! Sentimos toda a sua angústia e temeridade sobre a Força e o que ela pode fazer. Sentimos também todo o sofrimento, como também toda a nostalgia de vê-lo novamente encarnando Luke Skywalker. Se ele for nomeado como Melhor Ator, não fico surpreso. Ainda mais se ele ganhar.

Apesar de um início lento e fora de sintonia, com um ar mais tenso e, obviamente, com excesso de piadas, o longa parece que vai se perder no caminho, porém a partir do meio do segundo ato para frente a coisa começa realmente a andar. Como consequência, temos uma das mais belas e surpreendentes cenas de Star Wars na batalha final e logo após ela.

As homenagens são visíveis aos grandes nomes da franquia e laçam o coração dos fãs, emocionando e trazendo a felicidade dos tempos áureos. Quanto a cena da Leia, só lamento, mas foi a mais fraca e desnecessária de todo o filme, nada que atrapalhe, mas ficou bastante forçado. Carrie Fisher estará sempre em nossos corações e a homenagem a ela somos nós que amam a franquia e conhecem de cor quem é a princesa e também General Leia Organa.

Star Wars agora parte para um novo episódio cheio de perguntas para resolver, sendo uma delas: como ser melhor que “Os Últimos Jedi”?

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Nota 10 - Excelente