Foto: Agência Senado/Agência Câmara Ed03db08 ad83 4f4b 9b77 68bf6fb3db61 Benedito de Lira e Arthur Lira

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator da Operação Lava Jato, Edson Fachin, votou a favor da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) para tornar réus o senador alagoano Benedito de Lira (PP) e o filho dele, o deputado federal Arthur Lira (PP) por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. A votação aconteceu nesta terça-feira, 12, mas a pedido do ministro Dias Toffoli, da Segunda Turma do STF, para analisar melhor o caso, o julgamento foi adiado.

A questão deve voltar à análise na próxima segunda-feira (18), e caso a maioria dos ministros da Segunda Turma votem a favor, os dois parlamentares alagoanos serão réus na Operação Lava Jato.

Segundo a denúncia apresentada pelo ex-procurador Rodrigo Janot, em 2015, Arthur Lira e Benedito de Lira receberam um valor de R$ 2,6 milhões em propina da Diretoria de Abastecimento da Petrobras, em 2010 e 2011. Eles teriam sido beneficiados com valores em espécie, com pagamentos feitos por empresas de fachada para suas campanhas políticas.

O empreiteiro da UTC Ricardo Ribeiro Pessoa, que é acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro, delatou o esquema, afirmando que fez repasses a campanha de Biu de Lira e que, posteriormente, os valores foram repassados para a campanha de Artur Lira.

 Os dois políticos alagoanos também foram citados pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Yoissef.

A defesa de Arthur de Lira, afirma que não há qualquer indício na acusação ‘além da palavra do colaborador’ Alberto Youssef, classificado como ‘desafeto’ do deputado.

Já a defesa de Benedito de Lira, declarou que apesar do imenso volume de documentos no inquérito, “o que de fato tem pertinência com a acusação é muito pouco, para não dizer quase nada”.

*Com Estadão