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A democracia representativa tem dado sinais de esgotamento. Os representantes da população eleitos para os parlamentos (vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores) e para os executivos (prefeitos, governadores e presidente da República) não têm representado os interesses dos eleitores e muito menos da população.  

Os eleitos, de um modo geral, há exceções, evidentemente, o que melhor fazem é defenderem interesses privados, patrimonialistas e os seus próprios interesses.

A democracia direta é a ruptura com esse sistema de representação; nela, a própria população decide diretamente sobre o que é de interesse público. Os cidadãos através das redes sociais dizem o que querem para o seu bairro, cidade, estado e para o país.

A democracia direta é o exercício da cidadania no grau mais avançado que se conhece, sobretudo pela inovação tecnológica que a internet oferece: a participação do cidadão nas discussões dos seus interesses sem a intermediação da representação parlamentar ou mesmo do Executivo. A participação horizontal dos cidadãos interferindo com voz ativa nas decisões, exercendo o legítimo poder de pressão junto aos Poderes do Estado, é o maior ganho e a real participação na democracia.

A participação política tende a aumentar e a consolidar instâncias de poder com ampla discussão dos reais problemas da população.

A internet tem sido a ferramenta que mudou radicalmente a comunicação entre os cidadãos e entre o cidadão e as empresas. Para não falar do impacto que o exercício da cidadania tem causado junto ao Estado (Judiciário, Legislativo, Executivo e Ministério Público).  

Democracia não pode ser o voto como símbolo da expressão e vontade popular. A permanente interferência no dia a dia dos políticos e dos agentes do Estado tem sido o mecanismo mais eficaz para se exercer a cidadania plenamente.

As iniciativas populares são possibilidades de o cidadão propor mudanças, seja apresentando um projeto de lei, seja pedindo a modificação ou a revogação. Isso no plano legislativo. Exercer a vigilância sobre os agentes públicos e protestar ou mesmo exigir a mudança de atitude tem sido o novo no Brasil.

Os partidos políticos, as representações sindicais de trabalhadores e patronais e as demais organizações do sociedade civil, ou mudam as suas posturas, deixando de ser burocratizadas e dominadas por grupos internos, ou vão perder função diante das mudanças, dos avanços e da participação do cidadão na defesa dos seus interesses individuais e coletivos.