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A subcomissão especial criada para discutir e propor regulamentação sobre o exercício profissional dos intérpretes, guia-intérpretes e tradutores da Língua Brasileira de Sinais (Libras) realizou audiência pública nesta quarta-feira,29.
Para a deputada Rosinha da Adefal o debate “é importante para a elaboração do relatório da comissão, que irá viabilizar uma regulamentação que atenda os anseios dos intérpretes, guia-intérpretes e tradutores da Língua Brasileira de Sinais (Libras)”.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Intérpretes, Guia-intérpretes e Tradutores da Língua Brasileira de Sinais do Distrito Federal - SINPROLS/DF, Michel Platini, é preciso somar esforços para discutir melhor sobre o tema. “Viemos unidos, uma só voz, nesta audiência, pois precisamos fazer mudanças determinantes para garantir a qualidade no serviço”, disse Platini.
De acordo com o IBGE, mais de 2,5% da população brasileira possui alguma deficiência auditiva, tornando cada vez mais importante a atuação do profissional Intérprete de Língua de Sinais Brasileira – LIBRAS. O representante do SINASEF, Felipe Oliver, afirmou que é necessário além da regulamentação realizar a valorização do profissional.
“Antes da formação do primeiro sindicato já discutíamos a melhoria do atendimento e a valorização deste profissional”, lembrou Platini. Ele completou sua fala falando da importância da subcomissão e do trabalho das parlamentares. “Rosinha e Érica são muito acessíveis e comprometidas com a causa. A deputada Rosinha é incansável em defesa dos direitos da Pessoa com Deficiência, sem seu trabalho na Câmara já teríamos perdido muita coisa”.
A presidente da Associação de Pais e Amigos de Pessoas Especiais de Alagoas – AAPPE, Iraê Carvalho, afirmou que a presença do surdo nos debates é necessária, pois o “surdo é o legítimo dono da língua”. Iraê finalizou afirmando que precisamos escutar a pessoa com deficiência auditiva, “o surdo fala, mas ninguém ouve. Dizem que eles são surdos, mas é a sociedade que não escuta”.
“Já recebemos propostas de todas as regiões, de quase todos os estados. A junção dessas ideias é primordial para a formulação do relatório que irei apresentar a esta comissão”, afirmou Rosinha.
Para João Renato Guimarães, representante da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos – FENEIS, a profissionalização do Intérprete é imprescindível. “Os surdos se profissionalizaram, então o intérprete também precisa”. Para ele é trabalhando juntos que iremos alcançar a inserção do surdo na sociedade de fato.
A deputada alagoana, relatora da subcomissão, afirmou que o debate agregou valor ao parecer
Subcomissão
A subcomissão funciona do âmbito da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e é presidida pela deputada Erika Kokay (PT-DF). A relatora é a deputada Rosinha da Adefal (Avante-AL).