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O G1, mais uma vez, produz e publica uma matéria absolutamente enviesada sobre a posse de armas de fogo, tentando mostrar que armas em casa trazem riscos e não segurança; para tal ouve “especialistas” e cita dois ou três casos onde armas legais foram usadas em homicídios. A tática usada pelo jornalista é velha e manjadíssima: pinçar notícias ruins que envolvam armas e simplesmente “esquecer” casos onde a arma foi usada defensivamente e salvou vidas inocentes.

 

O professor John Lott, um dos maiores especialistas do mundo nesse assunto, discorre com precisão implacável sobre essa atitude da imprensa em seu livro Preconceito Contra As Armas, livro de leitura obrigatória! Cito um pequeno trecho:

 

“qualquer que seja o impacto de tal cobertura jornalística na segurança, está claro que a decisão de cobrir apenas os crimes cometidos com armas – e não os crimes impedidos por elas – tem um impacto real nas percepções das pessoas sobre armas”

 

É claro o objetivo desse tipo de cobertura: gerar medo e, com isso, ganhar a empatia e apoio de leitores, ouvintes ou telespectadores para a ideologia desarmamentista. Porém, ao que parece, a tática – já bem ultrapassada – tem causado pouco ou nenhum efeito, basta ver os comentários na matéria e nas redes sociais como o Facebook e Twitter onde foi divulgada.

 

A própria ONU em seu relatório a United Nations Office on Drugs and Crime, órgão da ONU chega à uma conclusão importante, embora bastante óbvia:

 

“Adicionalmente, sob uma perspectiva global, a enorme diferença entre as estimativas de proprietários de armas de fogo (centenas de milhões, de acordo com estimativas da Small Arms Survey, 2007) e o número anual de homicídios (centenas de milhares) indica que a maioria das armas dos cidadãos não é desviada e é possuída para propósitos legítimos” Global Study on Homicide, 2011, pag. 44.

 

Interessante notar que embora todos os veículos de comunicação do Grupo Globo (salvo raras e heroicas exceções) posicionem-se no mantra de “armas não trazem segurança”, nunca vi nenhuma das instalações dessa empresa, incluindo o Projac, abrindo mão de seguranças armados para sua defesa. Duvido muito também que a família Marinho abra mão do seu exército particular de defesa armada. Tempos atrás, inclusive, a Rede Globo foi condenada a pagar os encargos trabalhistas para um bombeiro carioca que fazia a escolta armada para funcionários, artistas e diretores da emissora. A pergunta que fica é: se armas não trazem segurança quando a Globo e a família Marinho desarmará seus seguranças?