Há quem diga que Michel Temer tem uma agenda política clara, de centro, assim como tem Jair Bolsonaro, à direita, e Lula, à esquerda. Por isso - e não só por isso -, o presidente deveria ser candidato a presidente em 2018 para defender o seu legado. Com a caneta na mão para liberar recursos e o poder dos cargos para serem distribuídos, caso a economia melhore poderia ser um nome forte na disputa.

Essa ambição, caso conquiste o mandato, é a única forma segura de se proteger dos processos de corrupção que o assombram e aos seus aliados. Para que tenha alguma chance, a candidatura de Michel Temer dependeria da presença de aliados defendendo o seu legado nos estados.

No caso de Alagoas dois nomes se destacam: os dos deputados federais Maurício Quintella e Marx Beltrão, respectivamente ministros dos Transportes e do Turismo, que já anunciaram o desejo de disputar o Senado.

Ambos seriam os defensores do discurso da modernização da economia, dos avanços alcançados através da Reforma da Previdência, da Reforma Trabalhista e, quem sabe até lá, de alguns importantes indicadores econômicos positivos.

Se você me perguntar se Temer será candidato a presidente e Quintella e Marx ao Senado, aviso, não tenho bola de cristal para o que aparenta ser uma saída lógica de sobrevivência e de oportunidades para os citados.

No entanto, vejo que há possibilidades. Especialmente nesse vácuo político de lideranças suspeitas de crimes e de a política sendo vista como, no geral, administrada por uma organização criminosa e o cidadão, que pode decidir, inerte e anestesiado.

Toda eleição é sangrenta e quase tudo destrói, com exceção da política. Esta sobrevive na atualidade chafurdando na lama com todos os principais partidos e líderes envolvidos, denunciados e processados em supostos esquemas de corrupção.

Assim sendo, 2018 será uma eleição de maluco dançando com um monte de gente aplaudindo e pedindo bis.

Pode ser uma aventura, mas que Maurício Quintella e Marx Beltrão, entre outros, empunhem e defendam o legado do governo que ajudam a construir.

Há quem crave que a participação de Michel Temer evitaria uma disputa exclusiva entre Lula e Bolsonaro.

Assim é a vida, que segue.

 

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